O técnico Vítor Pereira tomou conhecimento da campanha que torcedores do Corinthians fizeram nas redes sociais na última segunda-feira, levantando a tag #FicaVP para um dos assuntos mais comentados do Twitter.
Segundo apuração do ge, o técnico reagiu de forma bastante positiva à manifestação:
– Torcida fantástica – disse ele a pessoas que trataram do tema, ainda sem indicar se vai ou não renovar seu contrato para a temporada de 2023.
Mas, afinal, o que faz do técnico português um sucesso mesmo numa temporada em que o Corinthians não conquistou nenhum título? Abaixo, o ge lista cinco razões para a conexão entre o treinador e a torcida:
1) Comparações recentes
Fábio Carille foi o último técnico respaldado pelo torcedor do Corinthians. O ápice da relação foi em 2017 e no começo de 2018, com o título brasileiro e o bicampeonato paulista.
Dali em diante, não houve uma grande conexão da Fiel com Osmar Loss, Jair Ventura, Coelho, Tiago Nunes, Vagner Mancini e Sylvinho. Com o próprio Carille, houve um apoio apenas parcial em 2019, quando o time foi tri do estadual, mas foi mal no segundo semestre.
A contratação de um técnico estrangeiro sempre foi tema entre torcedores do Corinthians e, apesar do desempenho ruim em clássicos na temporada (apenas 25% de aproveitamento), Vítor Pereira conseguiu ganhar a torcida com seus resultados em campo e com a forma como se conectou à Fiel.
O treinador costuma citar sua admiração pelo que o torcedor do Corinthians faz na Neo Química Arena e fora de casa. Em suas entrevistas, dificilmente vende uma imagem do que não aconteceu em campo.
2) Campeonatos bons
Apesar de ter sido eliminado na semifinal do Campeonato Paulista diante do São Paulo, o Corinthians fez boas campanhas nos outros três campeonatos que jogou.
Caiu nas quartas de final da Libertadores (fase que não jogava desde 2012), foi vice-campeão da Copa do Brasil caindo nos pênaltis para o Flamengo e, no Brasileirão, passou quase todo o torneio no G-4 – é, atualmente, o quarto colocado. Em nenhum momento foi ameaçado de rebaixamento e chegou a mirar uma chance de brigar pelo título no primeiro turno.
3) A força em casa
Dos 57 pontos no Brasileirão, o Corinthians fez 37 em casa, onde costuma jogar para mais de 30 mil pessoas. Perdeu apenas para o Palmeiras, por 1 a 0. Na temporada, foram só duas derrotas, a outra para o Flamengo, nas quartas da Libertadores.
A campanha regular em casa é a melhor desde 2017, superando os números que todos os outros técnicos no período tiveram jogando na Arena. O técnico, é bom lembrar, assumiu um time num período já pós-pandemia, com a participação de público 100% liberada pela primeira vez desde 2020.
4) Coragem e liderança
Vítor Pereira desde sempre mostrou que o Corinthians é maior do que seus jogadores.
Os problemas que teve com Luan, que deixou de fazer parte até dos reservas por mostrar desinteresse nos treinos, e com Róger Guedes, que foi muitas vezes sacado, pois o treinador julgava que ele não tinha compromisso tático, mostraram um técnico que não abaixou a cabeça para grandes nomes.
Nem a repercussão ruim da substituição de Guedes e Renato Augusto no primeiro jogo da final da Copa do Brasil jogou contra VP, que fez o time melhorar com as mudanças.
Durante o ano, houve também uma grande capacidade de reinvenção do treinador, que perdeu muitos jogadores por lesão e até por questões extracampo, como os casos de Jô e Willian.
Embora durante o ano alguns boatos de uma má relação dos líderes do elenco com o técnico tenham sido ventilados nas redes sociais, os jogadores sempre defenderam publicamente o trabalho de Vítor Pereira, e a questão, diante dos bons resultados, foi caindo no esquecimento.
5) Bom olho para jovens
Duilio Monteiro Alves deixou claro desde a contratação de Fausto Vera que o investimento alto na contratação do volante argentino havia sido por conta de uma exigência de VP, que via potencial para que o meio-campista virasse titular em pouco tempo e que, em alguns anos, rendesse muito mais. O bom início de Fausto no Corinthians confirmou a aposta.
Foi também com VP que alguns outros jovens se desenvolveram bem na temporada, como Gustavo Mantuan (emprestado ao Zenit), Adson, Du Queiroz, Giovane e, mais recentemente, Robert Renan.
O técnico usou diversos outros nomes da base, como Wesley, Biro e Arthur Souza. Há uma boa vontade do técnico em lançar "miúdos" para que eles sempre façam parte do elenco principal.
Mudou o jeito de jogar e tambm ta usando os miúdos pra ser time com futuro de valores $$$$$