João Victor, zagueiro de 23 anos do Corinthians, concedeu entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira no CT Joaquim Grava. O atleta, entre outros assuntos, comentou sobre a adaptação ao trabalho de Vítor Pereira.
– Para o clássico, tivemos pouco tempo para adaptar à maneira que ele joga. Creio que essa semana já estamos um pouco mais adaptados com a forma que ele quer, com a pressão que ele quer que a gente marque lá em cima – disse o zagueiro, que ainda comentou sobre o dia a dia com o português.
– Ele é um cara que está disposto a conversar, trocar ideia. Não é um cara que tem o método dele e não quer ouvir ninguém. Ele sempre está conversando com a gente, vê se dá para fazer, se não dá. Ele e a comissão técnica passam confiança para nós.
Ainda sobre o dia a dia do Corinthians sob o comando de Vítor Pereira, João Victor destacou o aumento na intensidade dos treinos.
– A principal mudança foi na intensidade do treinamento. Ele gosta muito que o setor defensivo fique no meio de campo para, se houver uma pressão, já tentar roubar a bola no campo adversário. Quando perde a bola, temos que estar em cima o mais rápido possível para não correr tanto para trás.
Assunto comentado na coletiva, a derrota no clássico para o São Paulo também ficou marcada pela variação no sistema defensivo. No segundo tempo da partida, Vítor Pereira deixou o time com uma linha de três na zaga.
João Victor, questionado sobre esse novo esquema, citou suas características que favorecem ele nessa formação.
– Independente da formação que a gente jogue, eu tenho essa característica de sair jogando, de querer conduzir a bola. Eu me adapto às duas formações que precisarem. Eu gosto muito da saída de três, mas se for da vontade do treinador começar com três zagueiros ou uma linha de quatro, vamos estar bem preparados – comentou.
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O zagueiro completou e falou sobre as dificuldades dessa formação defensiva na saída de bola.
– O que o time sentiu de dificuldade foi na maneira de sair de trás um pouco mais rápido. Quando a gente sai jogando, ele quer que a gente suba o mais rápido possível no meio de campo e os laterais, se der, subam também.
– A gente não tinha esse hábito de sair tão rápido quanto ele pede. Isso fez com que a gente, do setor defensivo, corresse bastante. Eu corri 10,5 km mais ou menos. Pegou a gente um pouco de surpresa, porque não estávamos acostumados – completou.
O Corinthians volta a campo neste sábado, às 18h30, na Neo Química Arena, para enfrentar a Ponte Preta pela 11ª rodada do Campeonato Paulista.
Veja mais tópicos da entrevista:
Expectativa para o jogo com a Ponte Preta
– Independentemente se eles estão mal na tabela ou não, vamos para buscar a vitória. É um jogo para a gente voltar a mostrar para a torcida que temos potencial. Vamos dar o nosso máximo, correr, marcar em cima com intensidade, para tentar fazer um jogo que a torcida goste e a gente faça um resultado positivo.
Sobre Robert Renan, zagueiro da base que vem treinando no profissional
– É um zagueiro de muita qualidade. O primeiro treino dele não acompanhei, mas nessa semana vem treinando bastante com a gente. É um zagueiro muito calmo, com qualidade técnica muito boa. Acho que é manter a pegada, não pode deixar cair. É uma oportunidade única estar no profissional.
Sequência contra times fortes
– A importância é muito grande. Estaremos jogando em casa, diante da nossa torcida. Vamos jogar o máximo contra a Ponte Preta, e clássico é o clássico. Depois da Ponte, visamos o Palmeiras. No clássico, vamos para cima, tentar buscar os três pontos de qualquer maneira. A gente sabe da qualidade do Palmeiras, mas também temos muita qualidade.
O que falta pra algum jogador do Corinthians ser lembrado na Seleção?
– Então, também não sei, queria saber (risos). A gente tem que focar no nosso trabalho, voltar a conquistar títulos, brigar lá em cima em todos os campeonatos, que vai ser uma coisa natural, as convocações vão surgir. Mas essa resposta, quem pode dar, é mais o Tite.