Oscar, meio-campista ex-Chelsea e hoje no Shanghai SIPG, trabalhou com Vitor Pereira, novo técnico do Corinthians, durante três anos na China. Jogador e treinador criaram uma relação de amizade fora dos campos. Em entrevista ao Esporte Espetacular, que vai ao ar neste domingo, Oscar comentou o trabalho do português.
"Por eu ter jogado por três anos e eu ser um dos principais jogadores do time, a gente era muito amigo. Ele me ouvia bastante. É um cara muito inteligente. Normalmente joga no 4-3-3. É um cara muito ativo, que gosta de puxar a torcida, gosta dos jogadores correndo bastante", disse.
O jogador de 30 anos já trabalhou com José Mourinho e André Villas Boas, dois técnicos portugueses de peso na Europa. Mas, para ele, Vitor Pereira é o mais enérgico.
"Às vezes ele é meio estressado, mas é um cara muito gente boa, super do bem e que é muito inteligente. Ele é um treinador que ganha jogo. Gosta de time que joga para frente, mas time que ganha jogo, sabe?", explicou.
Como citado no dossiê de Vitor Pereira antes de seu acerto com o Corinthians, o técnico português é daqueles que não prioriza medalhões em seu time.
"Ele não vê nome, não vê nada, ele quer é ganhar o jogo. Lógico que ele respeita bastante os jogadores, principalmente as estrelas e os mais rodados, escuta bastante. Mas ele gosta de ganhar jogo, e vai colocar os melhores que ele tiver para ganhar o jogo, independente de nome", disse Oscar.
"Ele botou o Hulk na reserva uma época, mas depois eles se entenderam."
Ainda sobre a parte comportamental do treinador, Oscar citou a cobrança de Vitor Pereira. O jogador diz que ele é um "cara que gosta de conversar e entender seus jogadores", mas tem cobrança.
"Ele era amigo dos jogadores, mas ele cobra muito. Tínhamos pouco estrangeiros aqui, e no último ano dele colocou vários no banco porque não estavam rendendo. É amigo, mas tem que jogar, tem que correr."
Sobre pressão, Vitor Pereira já disse gostar disso. Se não tivesse isso no Corinthians, como o próprio disse em seu embarque em Portugal, ele não teria aceitado a proposta. E Oscar lembra bem, ele já trabalhou em um dos mercados com mais cobrança no mundo: o turco.
"Ele sabe (do tamanho da torcida). Ele trabalhou na Turquia, e lá a torcida é bem doida também. Ele via ter passado por dois lugares com torcidas bem quentes."
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