4/11/2021 09:23

Veja como time feminino do Corinthians massificou trabalho de análise para dominar rivais

Pelo tri na Libertadores, Timão estreia nesta quinta no Paraguai; ge conta segredos do sucesso

Veja como time feminino do Corinthians massificou trabalho de análise para dominar rivais
Buscar ter uma solução para tudo dentro do jogo antes mesmo de ele começar talvez ajude a explicar um pouco do enorme sucesso do Corinthians feminino de 2016 para cá.



Nesta quinta-feira, o Timão inicia a busca pelo tricampeonato da Libertadores, no Paraguai, dias depois de ter se classificado à final do Campeonato Paulista para enfrentar o São Paulo.


O processo se intensificou desde janeiro de 2019, quando o clube apostou na melhora da qualidade de sua análise de desempenho e na massificação do processo para estar sempre um passo à frente das rivais. Trabalho, qualidade e quantidade em escala chamada de "24/7": 24 horas por dia, sete dias por semana.


O duelo desta quinta será contra o San Lorenzo, da Argentina, às 17h30 (de Brasília), em trabalho que começou para a comissão técnica ainda no Brasil. A duração da jornada para decifrar todo e qualquer rival começa quando acaba um jogo e dura até o fim do outro.


Para entender como funciona o trabalho da comissão técnica, o ge ouviu Rodrigo Iglesias, auxiliar e braço direito do técnico Arthur Elias, e Bruno Faust, analista de desempenho do Corinthians. O primeiro tem a função de analisar os rivais e o segundo a de analisar o próprio time para criar soluções em conjunto.


"Temos uma ideia de jogo, então baseamos a análise do rival em função do que somos capazes de fazer e o que tem de oportunidade. Por exemplo, como o Palmeiras ataca, entendendo como faz e as brechas que podemos usar. Muitas vezes, estou com o time suplente, então tento fazer com que elas reproduzam para testar a eficácia contra o nosso titular. Isso o mais rápido possível. Jogamos isso para todos da comissão e tiramos ideias em conjunto para direcionar o trabalho", explicou Rodrigo Iglesias, em conversa com o ge.


"Se o rival marcar alto, teremos uma solução. Se marcar baixo, outra. Cada jogo tem uma característica, não dá nem para dizer o que é mais ou menos complicado. A água precisa se adaptar ao formato do copo. É desenvolver o jogo a partir disso", completou Bruno Faust.



O trabalho acontece da seguinte forma: Bruno é o responsável por gravar os jogos direto do estádio e se mantém sempre em comunicação com Rodrigo via rádio. Após as partidas, o analista já consegue disponibilizar um compacto para ajudar Arthur Elias a instruir as atletas.


No dia seguinte ao do jogo, há uma análise da parte ofensiva e depois da defensiva do próprio time. Enquanto isso e principalmente nas semanas com mais de um jogo, Rodrigo já está desenvolvendo a coleta de informações do próximo rival para cruzar as informações.



"Massificamos quantidade e qualidade. Não só pelo Bruno (que chegou em janeiro de 2019 ao clube), mas também na questão de intensificar até o material físico, que não é simples e nem barato. E temos margem pra fazer mais. Evoluímos bastante. Uma velocidade de retorno maior, praticamente imediato. Ideia é ter isso simultâneo", pontuou Rodrigo.


Todo esse trabalho somado ao "inconformismo" corintiano, que segue em busca de vitórias mesmo com tanto domínio nos últimos anos, e com o uso de um software capaz de cruzar os dados e entregar uma programação. Bruno explica:


"Esse software de análise ajuda muito. Por exemplo: Arthur quer um treino de organização ofensiva com movimentação entre meias e atacantes. O software ajuda a separar os lances, então crio protocolos de separar lances que cumprem ou não o que eles esperam. Também permite que se associe treino com jogo através dos lances".



Para Rodrigo, o trabalho ficará cada vez mais complexo ao longo dos próximos meses e anos, já que os times tentam ficar mais indecifráveis.


"Até pela evolução da modalidade, vários times nos enfrentam de igual para igual, subindo a marcação. O mais difícil é achar os padrões. Antecipar a intenção do adversário. Pode ser que o time jogue sempre com bloco de marcação baixo e mude contra nós, estão tentando ser imprevisíveis. Certo é que damos muito valor para a parte ofensiva, sustentar a bola, agredir o rival e controlar o jogo dessa forma", encerrou Rodrigo.



O Corinthians feminino é bicampeão da Libertadores (2017 e 2019), tricampeão brasileiro (2018, 20 e 21), bicampeão paulista (2019 e 20), campeão da Copa do Brasil (2016). Todos os títulos conquistados sob o comando da mesma comissão técnica liderada por Arthur Elias.

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