Não é difícil entender por que o Corinthians tentou tantas variações táticas contra a Chapecoense e só conseguiu fazer o gol de Roger Guedes na última bola do jogo. Fácil seria culpar apenas o técnico. O mérito de Sylvinho foi não se conformar e testar variações diferentes até ter Guedes e Jô juntos na grande área. O time não desistiu até o final.
A dificuldade passa pelo fato de a nova formação corintiana, com Giuliano, ter estreado apenas na décima-quinta rodada. São apenas catorze partidas desde a estreia do primeiro reforço, Giuliano, e somente quatro com ele somado a Renato Augusto, Willian e Roger Guedes. Com as contratações juntas, houve vitórias contra Palmeiras, Bahia e Fluminense e empate contra o Bragantino, em Bragança Paulista.
Contra a Chapecoense, Sylvinho deslocou Roger Guedes para o lado esquerdo e escalou Renato Augusto como falso centroavante. Gabriel Pereira jogava pela direita, Du Queiroz e Giuliano com meias centralizados. O jogo poderia ficar mais fácil se Du Queiroz aproveitasse a primeira boa oportunidade criada. Keiler defendeu. O goleiro a Chape foi um dos destaques da partida, com quatro excelentes defesas.
O Corinthians circulou a bola e, muitas vezes, faltou rapidez para envolver a defesa rival. Mesmo assim, finalizou catorze vezes, nove dentro da área. Parece absurdo ter tantos problemas contra a Chapecoense, lanterna do campeonato, há oito partidas sem vencer, com apenas um triunfo fora de casa. Mas é necessário perceber que o time terá de amadurecer pouco a pouco, jogo a jogo.
Está em construção.
Pode ser mais rápido com 40 mil pessoas gritando Corinthians. A torcida foi um espetáculo à parte.
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