O torcedor mais atento ou mais empolgado provavelmente já percebeu uma presença enérgica nos vídeos de bastidores do Corinthians, sempre incentivando os jogadores. Trata-se de Flávio de Oliveira, preparador físico do clube e responsável por deixar os atletas 100% para entrarem em campo.
Em entrevista exclusiva ao ge, o dono de frases motivacionais marcantes no vestiário explica como está a evolução dos reforços, os trabalhos que vêm sendo feitos com os garotos mais franzinos, como Adson e Gabriel Pereira, a rotina dos que não jogam e o atual momento da equipe.
Flávio detalhou também a velocidade atingida pelo meia-atacante Willian no último duelo, contra o Palmeiras. O camisa 10 chama a atenção por sua velocidade mesmo aos 33 anos, algo genético, de acordo com o profissional.
"O GPS dá velocidade, ele chegou a quase 35km/h, velocidade considerável. Ele tem isso dele, é genética, muito rápido. Isso é fibra. A fibra rápida dele é muito intensa. Tem poder de aceleração, mudança de direção. Estamos tendo esse cuidado, falo com o atleta no dia a dia, fora os dados de GPS. Essa troca de informação é confiança. Estou sempre falando com ele, esse lado dele de acelerar e desacelerar é dele. É o terceiro jogo que ele vai, a tendência é evoluir, crescer. Já tem lastro grande".
"A maneira de trabalhar com esses caras é muito simples: é só não atrapalhar. O potencial já é muito alto", disse, referindo-se ao quarteto de reforços, Giuliano, Róger Guedes, Renato Augusto e Willian.
Outro citado por Flávio foi Róger Guedes. Para o preparador, uma comparação válida é com um animal conhecido por ter força e potência desenvolvidas ao longo da vida.
"O Róger ficou muito tempo nessa situação de intervalo entre China e Corinthians com um personal, o Ramon, hoje isso é uma tendência de todo profissional de alto nível ter essas pessoas para trabalhar, a gente não vê problema de ter mais um profissional acompanhando nosso dia a dia, sempre estamos muito alinhados, mostrando o que o atleta faz aqui dentro, dia a dia, para encaixar variável que ajude o atleta a ter performance. Situação normal no mundo, em grandes clubes. Vejo ainda que os quatro, mesmo estando em reta final do ano, ainda têm muita coisa a agregar, a crescer, evoluir. Ele fez um baita de um jogo. Quarto jogo que fez 90 minutos, Giuliano também vem bem", explicou.
"Periodicamente, a gente tem o controle de carga, do que faz esse cara, interna e externa, fisiologia, nutrição, para saber até quando podem ir ou não. Vamos entrar numa sequência de sábado, terça e sábado. Vai mudar nossa rotina de controle bioquímico. Róger vem numa sequência boa. É menino, tem uma sequência genética boa, é um cavalo. Joga em várias posições, tem dinâmica, intensidade, sabe fazer gol. Fez jogo maravilhoso, se sente muito bem naquele momento. O processo tem margem a evoluir, volto a repetir: eles são diferentes e respeitamos essas diferenças", completou Flávio.
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