Técnico do Corinthians, Sylvinho chegou à sala de imprensa da Neo Química Arena na madrugada desta quinta-feira para analisar a partida sem gols com o São Paulo, nesta quarta-feira, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro. O técnico classificou o Majestoso como um jogo de "entrega e luta" e pouco destaque ofensivo.
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A análise é de clássico, jogo disputado em cada palmo do campo, dois times organizados taticamente, conceitos definidos. Nosso um 4-1-4-1, São Paulo com linhas de três, atacante revezando, esquemas tiveram que se encaixar. Prevaleceu entrega e poucas chances de gol, difícil terminar as jogadas – disse Sylvinho, em sua primeira resposta.
O técnico também falou sobre Jô. O centroavante chegou ao quarto jogo seguido como titular e fez o que lhe foi pedido pela comissão técnica: segurar e prender a bola para esperar a aproximação dos companheiros. Para Sylvinho, um dos mais lúcidos do ataque corintiano.
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Em partes, o Jô sim tem realizado um trabalho muito bom para o time. Conversamos. Tem oxigenado o time com retenções. Característica que tem condições amplas de fazer. Tem feito gols, hoje não foi o caso. Os demais se sacrificaram na parte defensiva. Ofensivamente, nenhum dos dois times prevaleceu. Defensores e meias de ambos os times prevaleceram. Jogo físico, tático, jogo de entrega – completou.
Mal-entendido com Jemerson
Em determinado momento do jogo, Jemerson foi chamado para entrar em campo no lugar de Fagner, mas a substituição não aconteceu. Seria a última chance do defensor jogar pelo Corinthians, já que seu contrato se encerrou há poucas horas, na noite da última quarta. Sylvinho explicou a situação.
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Foi um mal-entendido. Fagner não treinou, fez exame, mas estava ok. Estávamos prevendo uma possível mudança com a entrada do Jemerson e passar o João para a direita. Não sabíamos como Fagner terminaria. No segundo tempo, entendi um gesto dele. Ele tinha afirmado bem e diz depois com as mãos de que teria acabado, seria o fim para ele. Quando íamos fazer a mudança, Fagner diz estar bem. Pedi desculpas ao Jemerson. Nível alto de atleta, entendeu direito. No vestiário, Fagner explicou tudo a ele – contou Sylvinho.
Na esteira da defesa, o técnico foi questionado sobre as mudanças no setor: Bruno Méndez foi emprestado ao Internacional, Danilo Avelar negocia uma rescisão amigável de contrato após um episódio de racismo e Jemerson não tem mais vínculo ativo com o clube. As soluções serão caseiras.
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Vamos buscar soluções no elenco, tem atletas que podem fazer. O Gil está muito seguro, João jogando bem, temos o Raul, entre outros. Vamos buscar dentro do grupo. Estamos felizes com o desempenho e vamos dar continuidade para eles para que sigam performando.
Veja outros pontos da entrevista coletiva de Sylvinho:
Falta de opções no ataque
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Vitinho pode jogar de meia pela esquerda ou direita, externo. Vital pode ser segundo atacante. São atletas que fazem duas funções dentro de campo e isso nos ajuda a otimizar sem usar mudanças a mais.
Espetáculo ruim
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Extremamente fraco me parece excesso. Jogo de entrega, luta, como é um clássico. Se fosse para escolher, preferíamos ter ganhado. Se fosse para empatar, 4 a 4. Jogo disputado, entrega, tático, pouco espaço. Times se defendendo e parte técnica não prevaleceu em nenhum lado.
Trinta dias de trabalho no Corinthians
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O time é a cara do Corinthians, que também é a nossa cara. O caminho é esse. Estar valente em campo em todos os momentos. Vejo um Corinthians organizado, defendendo bem, sofrendo menos. Outras fases virão. Trinta dias de trabalho e estamos buscando melhora. Contentes com a entrega que está sendo. Foram seis, sete, oito jogos, temos que cuidar de parte ofensiva, meio-campo, criação. Time é a cara do Corinthians.
Mais sobre o mês de trabalho e poucas alterações no jogo
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O balanço está em cima da resposta anterior. Estamos trabalhando todos os dias para organizar bem, dar performance, clareza para os jogadores. Houve melhoras. Terão outras e seguiremos. Sobre mudanças, parte sim dos cuidados de quando se trata de uma construção, conexões, parte defensiva, ataque, estratégias, treinamentos, levamos tantas informações que é perigoso mexer demais e não potencializar o time. Temos jovens, quanto mais mudança, você perde a realidade. Pode não ser resposta imediata e conexão não funcionar. Vamos tentar acelerar para que depois as outras mudanças ocorram de maneira tranquila. Fazer uma mudança que não potencialize e possa não render bem, é um problema para nós. Temos que ajudar o time em campo.
Chutes de fora da área
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O chute é recurso do jogador. Óbvio que há uma característica que tem potencia no chute. Nosso time é de construção, de pé, entre linhas, é um time que nossa segunda linha... Vitinho tem arremate, Cantillo, Roni, Gabriel, Xavier, não tem. Os demais são externos que podem fechar e chutar. Gustavo é nosso externo da parte direita, tem mais um segundo passe antes do jogo. É do time. Não é simples fomentar isso.
Empate passou pelo jogo abaixo de Mosquito?
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Não só o Gustavo. A parte ofensiva de ambos os times não prevaleceram. Prevaleceu entrega, luta, tática, mas a parte técnica ofensiva de ambos os times foram neutralizadas. O Gustavo não teve a melhor noite, assim como outros. O rival coloca situações que prejudicam nosso jogo e nós fazemos o mesmo. É excepcional, tem todo o carinho do grupo, é brilhante, um doce de rapaz, boa performance, estamos muito felizes com ele.
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Manda essa técnico embora....
Não adianta aqueles trés volantes que não criam nada e não ajudam no ataque,o melhor é colocar mais um zagueiro pra liberar os laterais pra ajudar os meias.só o Sylvinho não percebeu que o vital e o Mosquito estavam sofrendo muito jogando sem o apoio dos laterais e além de ganharmos na bola aérea,os zagueiros ajudam mais no ataque do que esse monte de volantes.