No ano em que ele nasceu, o clube em que joga, atualmente, como titular, conquistava o primeiro Mundial de Clubes. Os números chamam a atenção para a coincidência entre Lucas Piton e o Corinthians.
Foi num 9 de outubro de 1977 o maior público da história do estádio do Morumbi, na partida entre Corinthians x Ponte Preta, segundo jogo daquela final histórica. Vinte e três anos de jejum sem título estava indo embora, o que ocorreu quatro dias mais tarde. E 23 anos após essa gigantesca presença corintiana no Morumbi, nascia o garoto Lucas Piton Crivellaro, em Jundiaí, no interior de São Paulo.
Exatamente, 60 anos depois do nascimento do beatle John Lennon. Uma das músicas mais lindas da história, cantada por Lennon, 'Imagine' é aberta com uma frase assim: "imagine que não existe paraíso". Pois é. A realidade vivida pelo lateral corintiano tem sido essa. Momentos tensos, como nunca havia passado na curta carreira de jogador de futebol, surgiram nas últimas semanas.
O Corinthians atravessa uma fase delicada, com resultados inexpressivos em campo, o que terminou com a queda do treinador recém-chegado. Enquanto um novo comandante não é contratado, Dyego Coelho, que conhece muito bem Lucas Piton, é quem tem a tarefa de tentar tirar o time da parte incômoda da tabela no Campeonato Brasileiro.
Protestos de torcedores chegaram ao aeroporto de Guarulhos, após mais um tropeço na competição. Uma pressão diferente para Lucas Piton, dono da lateral do time do técnico Coelho. O antecessor, Tiago Nunes, foi quem subiu Piton para os profissionais neste ano.
A família está sempre presente na vida do atleta. Uma das grandes fãs do atleta é a irmã ele, Carolina, que em uma viagem ao Vaticano, chegou com a camisa do irmão bem pertinho do Papa Francisco para abençoá-la. A cena foi postada pela irmã do jogador nas redes sociais.
Lucas Piton, também, é atuante nas redes. No aniversário, por exemplo, o Instagram do jogador, no qual tem mais de 170 mil seguidores, ficou repleto de homenagens de amigos nos Stories. Postagens dos parceiros de hoje, e de ontem. O lateral surgiu em outro esporte. Há 3 anos, chegou para atuar no futsal. Além do Corinthians, Piton esteve na quadra pelo São João e o Nacional, dois clubes de Jundiaí. A habilidade chamou a atenção e o Pits, como é chamado pelos amigos, passou para o futebol de campo.
Os tempos são outros. Dificilmente, um atleta fica durante anos em algum clube. Na posição de Piton, Wladimir, ídolo histórico da torcida, foi quem mais atuou com a camisa do clube em Campeonatos Brasileiros: 805 jogos, em 13 anos.
Alcançar essa marca pode ser considerado, para os dias atuais, impossível. O que não falta é apoio. Da imensa torcida, mas principalmente, da família. Os pais, José e Gislaine, os irmãos Luís Felipe e Carolina, e o cunhado Murilo são os principais responsáveis pela força que o corintiano recebe. Fora da família, um grande amigo é o empresário Gilvan Costa, que dá total apoio ao lateral.
No momento, o lateral corintiano não tem um relacionamento amoroso. Ele está envolvido, apenas, em uma história de amor com o clube. Uma virada nessa fase do time é o que ele mais almeja. Como está na letra de Lennon: "imagine todas as pessoas vivendo a paz". No caso, essas pessoas, pode-se ler, corintianos.
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