Um respiro financeiro relevante acaba de ser destravado nos bastidores do Parque São Jorge. O Corinthians confirmou que receberá R$ 10 milhões já em outubro, referentes à antecipação de uma fatia dos direitos de transmissão negociados coletivamente pelo Futebol Forte União (FFU). O repasse foi sacramentado em Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta quarta-feira, reunindo os 33 clubes que compõem o grupo, e antecipa verbas que estavam originalmente previstas para pingar no caixa apenas ao término da temporada de 2026.
O aporte milionário não é exclusividade do Timão. As mesmas condições e valores contemplam os outros nove times da elite nacional que integram a aliança: Athletico-PR, Botafogo, Chapecoense, Coritiba, Cruzeiro, Fluminense, Internacional, Mirassol e Vasco.
Na prática, o depósito de R$ 10 milhões é uma antecipação vinculada às metas contratuais de audiência desenhadas no acordo de transmissão. Essa primeira fatia está integralmente assegurada aos dez integrantes da Série A; já o saldo complementar remanescente passará por uma apuração minuciosa assim que o Brasileirão chegar ao fim, calculando o bônus definitivo conforme os índices de audiência consolidados.
A relação do Corinthians com o grupo se consolidou em julho de 2024, época em que o colegiado atendia pelo nome de Liga Forte União e já havia iniciado vendas conjuntas de mídia. Ao alinhar seus interesses com a entidade, o Alvinegro blindou sua fatia nas negociações coletivas e garantiu participação direta nos repasses da operação.
A assembleia geral também serviu para dar fôlego aos times que disputam a divisão de acesso. Os associados aprovaram uma operação financeira voltada aos 18 clubes da Série B, liberando R$ 1 milhão imediato para cada agremiação — somando R$ 18 milhões adiantados, estes lastreados em recebíveis projetados para 2027.
O encontro ainda redesenhou o bolo financeiro do futebol nacional para os próximos anos. A partir de 2027, a FFU adotará uma nova regra de partilha: 85% do montante total arrecadado será repartido entre os integrantes da Série A, enquanto os 15% restantes irão diretamente para a Série B. O plano busca turbinar as contas da segunda divisão, cuja receita por equipe — fixada em R$ 15,5 milhões em 2026 — tem potencial para saltar a até R$ 24 milhões anuais, dependendo do mapa final de acessos e rebaixamentos ao fim da temporada.
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