TRT-2 rejeita recurso do Corinthians e confirma condenação milionária por ex-jogador
TRT-2 rejeita recurso do Corinthians e mantém pensão vitalícia a Allan Barreto, ex-jogador de futsal que teve lesão incapacitante por falta de tratamento.
Mais uma cobrança pesada ganha contornos definitivos nos bastidores do Parque São Jorge. O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) rejeitou o recurso impetrado pelo departamento jurídico do Corinthians e manteve a sentença que obriga o clube a pagar pensão vitalícia a Allan Barreto, ex-jogador da equipe de futsal alvinegra. A decisão referenda a culpa do Timão pela lesão incapacitante sofrida pelo atleta em 2022, agravada diretamente pela ausência de suporte e tratamento médico adequados na época.
Pelos termos fixados pelos magistrados, a pensão mensal corresponderá a 40% da remuneração global recebida pelo jogador em seu período de atividade, incidindo também sobre o 13º salário e os valores contratuais de direitos de imagem. O cronograma estabelece o início dos desembolsos para junho de 2029; caso a diretoria atrase ou descumpra a ordem, o clube arcará com multa diária de R$ 500, limitada ao teto de R$ 30 mil.
O drama do ex-atleta teve início após uma grave contusão no menisco do joelho direito sofrida durante partida oficial pelo Corinthians. Na análise do colegiado, o episódio configurou acidente de trabalho com desfecho drástico: a sequela gerou incapacidade laboral definitiva para a prática profissional de futebol e futsal. O tribunal reforçou que a negligência na condução do processo de recuperação física selou a responsabilidade civil do clube.
Na revisão das verbas, a corte trabalhista acolheu apenas uma ressalva pontual requerida pela defesa: o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) ficou de fora da base de cálculo para a formulação da pensão.
O desfecho desfavorável adiciona mais um compromisso de longo prazo ao fluxo de caixa já estrangulado do Corinthians. Sob constante pressão de dívidas e bloqueios judiciais, a diretoria alvinegra precisará redimensionar as projeções orçamentárias das próximas temporadas para acomodar o encargo vitalício, enquanto os setores médicos e jurídicos do Parque São Jorge passam por cobranças internas para evitar novos litígios decorrentes do manejo de atletas contundidos.
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