O futuro do atacante Memphis Depay no Corinthians vive suas horas mais decisivas. Com o contrato atual se encerrando no próximo dia 31 de julho, o presidente Osmar Stabile assumiu a responsabilidade de ouvir todas as alas do clube — departamento de futebol, diretoria financeira e conselheiros políticos — para tomar uma decisão definitiva sobre a permanência do astro holandês de 32 anos.
Embora o departamento jurídico do Timão confirme que os quatro transfer bans em vigor não impeçam uma renovação (mesmo que assinada após o fim do vínculo vigente), a intenção de ambas as partes é selar o desfecho até a próxima semana. O impasse, no entanto, vai muito além da dívida de R$ 42 milhões acumulada.
Decidido a continuar na Toca do Timão, Memphis cedeu em pontos importantes: **aceitou reduzir seus vencimentos mensais e cortou metas de bônus por performance**. Em contrapartida, o atacante exige um contrato longo de **três anos (válido até julho de 2029)**.
A exigência bateu de frente com a política da gestão Stabile, que prioriza contratos curtos para evitar passivos. Além disso, a oposição e conselheiros aliados pressionam o presidente a não renovar, alegando que o custo-benefício do jogador é negativo e herdado da antiga gestão de Augusto Melo. Os números de 2026 pesam contra o holandês: foram apenas **14 partidas disputadas, com um gol e uma assistência** acumulados, somados a frequentes problemas físicos e uma participação discreta como reserva da Holanda na Copa do Mundo.
Se a diretoria financeira torce o nariz para o investimento, o departamento de futebol joga com todas as fichas pela continuidade do camisa 10. O técnico Fernando Diniz é um dos maiores entusiastas da renovação e já defendeu o atacante publicamente por diversas vezes. Como o clube está impedido de registrar reforços pela Fifa e pela CNRD, Diniz considera vital manter as poucas peças de qualidade do elenco.
O executivo de futebol Marcelo Paz também desempenhou papel crucial ao reconstruir a relação com o estafe do jogador. Do lado de Memphis, a promessa é de entrega imediata: mesmo de férias em Ibiza, o atleta realiza treinos diários com um preparador físico particular e garante estar pronto para entrar em campo sob o comando de Diniz assim que o contrato for assinado.
A palavra final está com Osmar Stabile, que avalia o impacto financeiro e político do movimento antes de bater o martelo definitivo.
E aí, torcedor do Timão? O Corinthians deve aceitar o contrato de 3 anos para manter Memphis Depay ou a diretoria está certa em colocar a responsabilidade financeira em primeiro lugar? Deixe seu comentário abaixo e participe do debate!
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