18/7/2026 19:08
Prazo estourado! Corinthians descumpre Estatuto e adia a revisão do orçamento de 2026.
O Corinthians descumpriu o prazo estatutário para revisar o orçamento de 2026. Com déficit de R$ 168 milhões, a gestão de Osmar Stabile vira alvo de cobrança.
A engenharia financeira e o respeito às normas institucionais voltaram a colidir no ambiente político mais efervescente do futebol brasileiro. O Corinthians confirma que a diretoria não cumpriu o prazo regulamentar para entregar a revisão do orçamento de 2026. O documento, que por lei interna precisava ser apresentado aos conselheiros até o término de junho, só deve ver a luz do dia em agosto. O atraso coloca a credibilidade da gestão de Osmar Stabile totalmente em jogo, frustrando a promessa rústica de renovar as projeções "na metade do exercício" que constava nos balancetes anteriores.
O grande impasse que assombra os bastidores atende pelos números indigestos colhidos no primeiro quadrimestre. O Timão registrou um ríspido déficit de R$ 168 milhões nas contas — montante que representa mais que o dobro dos R$ 72 milhões que haviam sido previstos para o período. A ralação financeira implode a meta humana e inicial da diretoria, que projetava fechar o ano de 2026 com um superávit rústico de R$ 12 milhões. Sem nenhum acordo travado com a austeridade, o sumiço dos papéis técnicos aumenta o clima de desconfiança geral entre os cartolas.
— O Estatuto nos desafia a manter a transparência, e os prazos precisam ser cumpridos com rigor. A diretoria admite a falha, mas a comissão do CD nos cobra explicações. Não podemos transformar a excepcionalidade em regra humana dentro do clube — dispara Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo.
O laboratório de levantamentos do Meu Timão mostra que o desrespeito ao artigo 120 do Estatuto virou uma espécie de vício cultural no clube. Desde 2020, nenhuma gestão entregou a peça no período correto. Andrés Sanchez empurrou para setembro na pandemia; Duilio Monteiro Alves chegou a entregar os números de 2023 apenas em dezembro, após quase todo o racha anual ser executado; e Augusto Melo, antes de sofrer a cassação humana em 2025, só revisou as contas em março. O atual presidente do Conselho Fiscal, Haroldo Dantas, pondera que, se Stabile entregar o material em agosto, estará quebrando um paradigma nocivo.
A oposição interna reage ao cenário com ironia e contesta o planejamento da cúpula. Miguel Marques, mandatário do Cori, promete vigiar o bastidor e adianta que vai formalizar uma notificação para exigir que a gestão execute a entrega forçada do balanço. Enquanto os órgãos fiscalizadores medem o tom das cobranças para evitar uma nova instabilidade política, o Corinthians segue acumulando poeira em suas planilhas, ciente de que arrumar a cozinha financeira é o único oxigênio possível para o clube respirar aliviado no segundo semestre de 2026.
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