O bloqueio foi determinado no dia 21 de maio, após o Philadelphia Union acionar a FIFA pelo não pagamento da maior parte do valor da transferência de José Martínez. O Corinthians havia desembolsado apenas parte dos R$ 11 milhões acordados na negociação feita ainda na gestão do ex-presidente Augusto Melo.
Sem a quitação, o clube norte-americano levou o caso à entidade máxima do futebol, que analisou o contrato e aplicou a punição. Desde então, o Timão está impedido de registrar novos jogadores, o que limita as movimentações da diretoria no mercado de transferências.
O presidente Osmar Stabile e sua equipe trabalham para encerrar o transfer ban, mas a tendência é que isso só ocorra após a venda de atletas. A diretoria espera arrecadar recursos com negociações de nomes como Yuri Alberto, Breno Bidon e outros, o que permitiria aliviar o caixa e quitar a pendência.
Além da dívida com o Philadelphia Union, o Corinthians ainda enfrenta outro problema: um débito de cerca de R$ 6 milhões com o Midtjylland, da Dinamarca, pela compra do volante Charles. Caso não seja resolvido, o clube pode sofrer novas punições nas próximas semanas.
O cenário reforça a necessidade de equilíbrio financeiro e de maior cuidado nas negociações futuras. Enquanto isso, o elenco segue trabalhando com as peças disponíveis, sem perspectiva de novos reforços até que a situação seja resolvida.
O caso de José Martínez é mais um capítulo das dificuldades administrativas recentes do Corinthians, que agora precisa alinhar planejamento esportivo e responsabilidade financeira para evitar maiores prejuízos.
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