3/6/2026 16:23
Corinthians assina novo acordo com administradora do estacionamento da Arena! Confira o que irá mudar!
Após anos de polêmica e impasse nos bastidores, o Corinthians assinou um novo contrato com a Indigo, zerando dívida milionária e garantindo 35% da receita.
O expediente administrativo no Parque São Jorge ganhou contornos de pura vitória financeira e desfecho tático nesta quarta-feira (3). O Corinthians sacramentou e assinou oficialmente o novo contrato de concessão com a Indigo, multinacional responsável pela gestão do estacionamento da Neo Química Arena. O anúncio, que joga por terra um ruidoso histórico de prejuízos e fumaça política, coloca a sustentabilidade das receitas da Casa do Povo diretamente em jogo para o segundo semestre de 2026.
Nos bastidores de Itaquera, a alta cúpula celebra uma reviravolta drástica nos números. A partir de agora, o Corinthians confirma o repasse imediato de 35% de toda a receita líquida mensal gerada pelas vagas de veículos. O antigo fantasma da baixa lucratividade — que tanto irritava as arquibancadas — foi sufocado. Para melhorar o cenário, a Indigo admite assumir o financiamento integral de uma obra enérgica para criar cerca de dois mil novos assentos permanentes na ampliação do setor Leste Superior, dependendo apenas do aval de laudos técnicos para iniciar a ralação do canteiro de obras.
O imenso impasse que assombrava o balanço do clube também foi liquidado: uma ríspida dívida de aproximadamente R$ 2,5 milhões que o Timão carregava junto à empresa foi perdoada, deixando de constar como débito em aberto. O tema vinha gerando forte fustigação desde 2025, na gestão de Augusto Melo, quando o clube contesta a validade do modelo anterior e tentou dar um abafa no mercado, abrindo negociações avançadas com a concorrente MultiPark para tentar driblar uma pesada multa rescisória estimada em mais de R$ 12,6 milhões.
O contrato original, amarrado em 2018 sob a batuta de Andrés Sanchez, blindava a Indigo de forma ríspida por dez anos e concedia uma questionável isenção de aluguel caso o faturamento anual ficasse abaixo de R$ 4,888 milhões. Na prática, o Corinthians mantinha a propriedade, mas amargava o marasmo de nunca ter visto a cor do dinheiro, o que fez Augusto Melo disparar duras críticas em rede nacional sobre o sumiço dos repasses. Agora, a atual diretoria cobra transparência, ignora os relatórios engavetados da auditoria da Ernst & Young e consolida a parceria com novas tarifas estabelecidas, ciente de que desatar esse nó burocrático era a única rota viável para modernizar o estádio e inflar o caixa alvinegro.
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