3/6/2026 13:26
Nova bomba no Timão! Oposição protocola segundo pedido de impeachment contra Stabile.
Um novo pedido de impeachment contra Osmar Stabile foi protocolado no Corinthians, apontando desvios de R$ 1,2 milhão em contratos de segurança sem licitação.
O expediente no Parque São Jorge ganhou contornos ríspidos de pura fustigação e racha político nesta quarta-feira. Um grupo enérgico de conselheiros e associados do Corinthians protocolou um novo e bombástico pedido de impeachment contra o presidente Osmar Stabile no Conselho Deliberativo. O documento, que carimba uma série de supostas violações estatutárias e legais, exige o afastamento imediato do dirigente máximo do clube, colocando o futuro político da instituição diretamente em jogo em meio à temporada de 2026.
Nos bastidores da sede social, o principal gatilho do escândalo envolve a contratação da Mega, empresa de segurança ligada a Fernando José da Silva, o Nandão — atual gerente operacional do Timão. A oposição confirma que o acordo travado com a firma foi realizado sem concorrência, sem contrato assinado e ignorando solenemente o crivo do Conselho de Orientação (Cori). Para piorar o cenário de fumaça, foram identificadas três notas fiscais suspeitas que, somadas, sangraram ruidosos R$ 676 mil dos cofres do clube. Stabile admite a ralação de manter Nandão nos quadros operacionais, embora tenha mentido publicamente ao declarar que o aliado não exercia funções em Itaquera.
O imenso impasse financeiro ganha ainda mais corpo com a citação da Bear Security Ltda., empresa contratada para realizar a escolta pessoal de Osmar Stabile. Os autores da denúncia revelam que o Corinthians desembolsou cerca de R$ 586 mil para a firma, que misteriosamente foi constituída em janeiro de 2025 e só começou a faturar notas contra o clube após a posse do atual mandatário. A diretoria alvinegra contesta os indícios de gestão temerária e falta de transparência, mas a oposição cobra que o caso seja remetido imediatamente ao Ministério Público de São Paulo para uma rigorosa auditoria independente.
O ambiente político do clube já vinha fustigado desde abril, quando o primeiro requerimento de destituição foi apresentado. Naquela oportunidade, o grupo de atletas e associados se revoltou com o ríspido acordo costurado com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para renegociar uma dívida bilionária de R$ 1,2 bilhão. Stabile ofereceu o tradicional Parque São Jorge — avaliado em R$ 602,2 milhões — como garantia de pagamento sem autorização dos conselheiros. Agora, Fernando Diniz tenta manter o foco no campo enquanto a diretoria desafia os tribunais internos, ciente de que estancar esse vazamento de verbas é a única rota para impedir a queda do presidente ainda em 2026.
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