O Conselho Fiscal do Corinthians manifestou sua recomendação pela aprovação, com ressalvas, das contas referentes ao exercício de 2025. A deliberação ocorreu em reunião realizada no Parque São Jorge, entre os dias 22 e 23 de abril, e o balanço financeiro será submetido à votação no Conselho Deliberativo na próxima segunda-feira.
O relatório apresenta um déficit de R$ 143,441 milhões, além de apontar a falta de divulgação mensal das demonstrações financeiras. A auditoria revelou a necessidade urgente de uma reestruturação na gestão do clube, destacando problemas críticos como a ausência de controles financeiros e o uso de dinheiro em espécie para pagamentos.
Um dos pontos controversos do relatório é a inclusão da transação tributária com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) nas contas de 2025, mesmo com o acordo tendo sido firmado somente em 2026. A renegociação de uma dívida significativa com a União reduziu o total da dívida bruta do clube para R$ 2,723 bilhões ao final de dezembro, embora ainda exista um saldo a ser esclarecido sobre o impacto desses números nas contas do exercício.
Apesar das ressalvas, as contas foram aprovadas por unanimidade, levando em consideração o caráter atípico do ano fiscal, que foi marcado por instabilidades políticas, incluindo o impeachment do presidente do clube em maio e a realização de novas eleições em agosto. O documento do Conselho Fiscal ressalta que a situação atual é resultado de uma soma de problemas acumulados ao longo de anos anteriores.
A condução das contas, que abrange cinco meses da gestão do ex-presidente Augusto Melo e sete do atual presidente interino, Osmar Stabile, é vista como parte de um contexto conturbado. A administração precisará enfrentar os desafios impostos por essa grave crise financeira e administrativa para restabelecer a saúde financeira do clube nos próximos anos.
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