26/3/2026 19:27

Justiça ameaça intervir no Corinthians por omissão de R$ 149 milhões em receitas

Entenda o risco de intervenção no Corinthians em 2026. Veja os detalhes da divergência de R$ 149 milhões nas contas do RCE e a ameaça da Justiça contra a diretoria.

Justiça ameaça intervir no Corinthians por omissão de R$ 149 milhões em receitas
A crise administrativa no Parque Jorge ganhou contornos dramáticos nesta quinta-feira (26). O juiz Guilherme Cavalcanti Lamego, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, deu um ultimato ao Corinthians: o clube tem um prazo imediato para explicar a omissão de R$ 149,2 milhões em suas receitas de fevereiro, sob pena de sofrer uma intervenção judicial e a destituição do presidente Osmar Stabile.

A perícia realizada pela Laspro Consultores revelou que, enquanto o Timão declarou apenas R$ 64,2 milhões para base de cálculo do Regime de Centralização de Execuções (RCE) — o sistema que organiza o pagamento de dívidas cíveis e trabalhistas —, a movimentação real nas contas do clube somou R$ 213,4 milhões. Essa diferença impacta diretamente os credores, já que o acordo prevê o repasse de 4% do faturamento bruto no primeiro ano para abater o passivo de R$ 450 milhões.

O Raio-X da Crise Financeira (Março/2026)
O Corinthians tenta evitar que a Justiça nomeie um interventor, o que retiraria a autonomia da diretoria sobre o "cofre" do clube. Entenda os pontos principais do embate:

O "Buraco" de R$ 149 Mi: A perícia aponta que receitas de marketing, bilheteria e negociações de atletas não foram somadas ao montante destinado aos credores.

Risco de Intervenção: Além da pressão judicial, um grupo de sócios protocolou um pedido de afastamento de Osmar Stabile, sugerindo que um administrador judicial assuma o comando para garantir a transparência.

A Defesa do Clube: Em nota oficial, o Corinthians alega que as divergências são técnicas e que já protocolou petições detalhando que parte dos valores são "transasções internas" que não deveriam compor a base de cálculo do RCE.

O Plano RCE: O projeto de 10 anos prevê repasses progressivos (4% no 1º ano, 5% no 2º e 6% a partir do 3º). Qualquer "maquiagem" nesses números pode anular a proteção jurídica que impede o bloqueio das contas bancárias do clube.


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