A reunião começou sob a presidência de Maria Angela Ocampos, primeira secretária do CD, mas o clima azedou rapidamente. Um desentendimento ríspido com o conselheiro vitalício Rubens Gomes, o Rubão, travou a sessão. Segundo Maria Angela, Rubão teria entrado aos gritos e batendo na mesa, contestando a legalidade da presidência dela no ato. Diante do impasse e alegando que a convocação de Stabile feria o estatuto, a secretária declarou a reunião encerrada e abandonou o teatro.
A Votação "Rebelde" e o Resultado
Apesar da saída da dirigente, a maioria dos conselheiros decidiu ignorar o encerramento e prosseguir sob o comando do segundo secretário, Denis Nieto Piovesan.
Rito Nominal: A votação seguiu com cédulas e urna, ouvindo primeiro os vitalícios e depois os trienais.
Vício de Procedimento: Aliados de Tuma, como o ex-diretor jurídico Vinícius Cascone, criticaram o processo, afirmando que não houve leitura formal de provas nem direito à ampla defesa durante a sessão.
Nova Hierarquia: Com o afastamento, Leonardo Pantaleão assume interinamente a presidência do Conselho Deliberativo.
A Defesa e o Próximo Capítulo Judicial
Romeu Tuma Júnior não ficou parado. Enquanto o conselho votava, o dirigente protocolava uma interpelação judicial no Foro do Tatuapé, exigindo que Osmar Stabile prove as acusações de assédio e ameaça. Tuma sustenta que o rito de ontem foi "totalmente irregular" e buscará uma liminar para anular a decisão e retomar sua cadeira.
O Corinthians encerra esta manhã mergulhado em uma intervenção tática política que promete paralisar as decisões administrativas do clube. Se a intensidade das arquibancadas cobra resultados no Brasileirão 2026, a guerra de egos no Parque São Jorge mostra que a leitura de jogo nos bastidores é tão agressiva quanto em campo. A Fiel agora observa, apreensiva, se o afastamento trará paz ou se é apenas o início de uma batalha judicial sem data para acabar.