18/3/2026 10:56

Funcionárias do Corinthians denunciam casos de assédio no Parque São Jorge e na Arena!

O Corinthians apura denúncias de assédio sexual e moral contra funcionários. Entenda os detalhes do processo na Neo Química Arena e da sindicância no Parque São Jorge.

Funcionárias do Corinthians denunciam casos de assédio no Parque São Jorge e na Arena!
A denúncia mais extensa partiu de uma bombeira que atuou no estádio entre 2024 e 2025. O relato, que integra um processo trabalhista de R$ 326 mil, descreve um ambiente de trabalho tóxico e perigoso:

O Abuso: A vítima afirma que um coordenador tentava agarrá-la forçosamente e chegou a trancá-la em um banheiro.

Negligência: Ao reportar o caso, ouviu de superiores que deveria "levar na brincadeira" para não prejudicar o contrato entre o clube e a empresa de segurança.

Recontratação Polêmica: Após ser demitido da empresa terceirizada, o acusado foi contratado diretamente pelo Corinthians como PJ pouco tempo depois, retomando os assédios e ameaças contra a vítima, que desenvolveu Síndrome de Burnout e depressão.


O Caso do Parque São Jorge: O "Protegido"
Na sede social, uma funcionária do controle de acesso formalizou denúncia em fevereiro de 2026:

Agressão Física: A carta enviada ao presidente Osmar Stabile relata que a funcionária foi agarrada forçosamente em duas ocasiões.

Retaliação: Após rejeitar o agressor, ela passou a ser humilhada publicamente. O acusado alegava que "nada aconteceria" por ser uma figura protegida internamente.

Barreira no RH: A vítima alega que o RH do clube inicialmente se negou a registrar a denúncia, exigindo um boletim de ocorrência prévio, o que a obrigou a buscar a polícia antes de ser ouvida pelo jurídico.


A Reação do Clube e Próximos Passos
O Corinthians agora corre contra o tempo para dar uma resposta institucional:

Afastamentos Imediatos: O clube deve confirmar até quinta-feira o afastamento preventivo dos dois acusados enquanto as investigações avançam.

Sindicância Interna: No caso do Parque São Jorge, uma investigação foi aberta em fevereiro, mas o funcionário seguiu trabalhando normalmente até então, o que gerou críticas internas.

Transparência: O departamento jurídico analisa os documentos e a "falha de comunicação" que permitiu a recontratação do bombeiro acusado na Arena, buscando entender quem autorizou o retorno do profissional ao estádio.

O Corinthians encerra esta quarta-feira sob uma sombra que vai muito além das quatro linhas. Casos de assédio exigem tolerância zero e uma leitura de jogo administrativa que priorize a segurança de suas colaboradoras. O afastamento dos suspeitos é o primeiro passo, mas a Fiel e a sociedade cobram uma reforma profunda nos protocolos de compliance do clube, garantindo que o Parque São Jorge e a Neo Química Arena sejam ambientes de respeito e dignidade para todos.


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