O Corinthians de 2026 tenta passar a limpo contas de mandatos passados, mas esbarra em complexidades criminais. A defesa de Andrés Sanchez protocolou uma manifestação alegando que a oitiva por teleconferência, agendada originalmente para esta semana, poderia configurar crime de descumprimento de medida cautelar. Como o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) proibiu Sanchez de interagir com a cúpula do clube, seus advogados pediram um prazo de 15 dias para que a juíza do caso se manifeste sobre a legalidade do depoimento interno.
A Resposta da Comissão de Ética
Leonardo Pantaleão, presidente da CE, reagiu prontamente às alegações da defesa:
Rito Estatutário: Pantaleão negou qualquer atropelo nos prazos, afirmando que o direito à ampla defesa e ao contraditório está sendo rigorosamente respeitado, inclusive com a possibilidade de Andrés indicar três testemunhas.
Transparência Institucional: O clube se comprometeu a informar à Justiça todas as datas de oitivas, tentando garantir que o depoimento para órgãos internos não seja interpretado como obstrução de justiça ou quebra de restrição.
Nova Chamada: A oitiva foi reagendada para o dia 26 de março, data em que a Comissão espera que a magistrada já tenha decidido sobre a flexibilização das medidas cautelares para fins de investigação clubística.
Cronologia: O Labirinto das Investigações
O processo, que se arrasta desde meados de 2025, teve marcos importantes:
Fevereiro de 2026: A CE obteve as faturas detalhadas do cartão corporativo com auxílio do departamento de TI, após atrasos na entrega pela diretoria.
Março de 2026: A oitiva do dia 16 foi cancelada a pedido da defesa, gerando o atual impasse.
Ação Judicial: Paralelamente ao clube, o MP-SP investiga se os gastos feriram o patrimônio da instituição, o que mantém Andrés Sanchez sob vigilância judicial constante.
O Corinthians encerra esta quarta-feira com a atenção dividida entre o campo e os tribunais. Enquanto o time de Dorival Júnior foca na recuperação no Brasileirão contra a Chapecoense, o Conselho Deliberativo aguarda o desfecho do caso Sanchez para decidir sobre possíveis punições administrativas, que podem ir de suspensão à exclusão do quadro de conselheiros vitalícios. A próxima quinta-feira, dia 26, será o "dia D" para saber se o ex-presidente finalmente dará explicações sobre os gastos que assombram as finanças do Timão.