5/3/2026 15:26

Corinthians é processado em R$ 10 milhões por dívida com agentes

O Corinthians sofre nova cobrança judicial de R$ 10 milhões. Entenda a origem da dívida envolvendo Fellipe Bastos e Souza, e o impacto nas finanças do clube.

Corinthians é processado em R$ 10 milhões por dívida com agentes
O Corinthians de 2026 lida com fantasmas que remontam a quase duas décadas. A ação movida pela SC & PB Consultoria detalha que a dívida original era de R$ 6,4 milhões, referente a serviços de intermediação e direitos de imagem. Entre os nomes citados no processo, destacam-se:

Fellipe Bastos (2017): Comissões pela contratação do volante que não foram liquidadas na época.

Souza "Caveirão" (2009-2011): O processo cita o nome "Rodrigo Souza", o que a defesa da empresa liga a valores residuais de imagem do ex-atacante que participou da era Ronaldo Fenômeno no Parque São Jorge.

A leitura de jogo administrativa mostra que, em 2023, sob a presidência de Duílio Monteiro Alves, o clube assinou uma confissão de dívida prevendo o pagamento em duas parcelas de R$ 2,5 milhões e outras 36 prestações mensais. No entanto, o descumprimento do acordo fez com que a multa e os juros elevassem o montante para a casa dos oito dígitos.


O Impacto no Fluxo de Caixa de 2026
A nova cobrança chega em um momento delicado, onde a diretoria de Osmar Stábile tenta equilibrar a organização tática financeira para evitar novos bloqueios:

Juros e Correções: O salto de R$ 6,4 milhões para R$ 10 milhões representa um aumento de quase 60% no valor devido, fruto de taxas punitivas pelo atraso.

Risco de Penhora: Caso a Justiça acate o pedido de execução imediata, o Corinthians pode sofrer bloqueios em contas bancárias ou em receitas de patrocínio e premiações da CBF.

Prioridades Financeiras: Esse novo "furo" no orçamento compete diretamente com o pagamento da dívida de Rodrigo Garro e a manutenção da intensidade salarial do atual elenco estrelado.


O Desafio da Transparência
A atual diretoria ainda não se manifestou oficialmente sobre os detalhes desta ação específica, mas a postura tem sido de auditar todos os acordos firmados pela gestão anterior:

Auditoria de Comissões: O clube busca entender se todos os serviços descritos pela consultoria foram, de fato, prestados e documentados.

Repactuação Necessária: A estratégia deve ser buscar um novo parcelamento que caiba no orçamento de 2026, evitando que o processo chegue à fase de penhora de bens.

Histórico de Dívidas: Este processo se soma a uma lista extensa de credores que veem na atual fase de "quitação de dívidas" do Corinthians uma oportunidade para buscar seus direitos judicialmente.

Para o torcedor, a notícia é um lembrete amargo de que os erros de gestão de elenco e finanças do passado ainda cobram seu preço. Enquanto o time de Dorival Júnior briga no topo da tabela do Brasileirão, a diretoria joga na defesa para impedir que o patrimônio do clube seja comprometido por acordos não honrados em anos anteriores. A transparência e o rigor contábil seguem sendo as únicas vacinas contra essa epidemia de processos no Parque São Jorge.


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