Mesmo com os três pontos garantidos na bagagem, a delegação do Corinthians retornou de Curitiba com a sensação de ter enfrentado um adversário extra. A atuação de Rodrigo José Pereira de Lima na última quinta-feira é classificada internamente como "desastrosa". O estopim foi a marcação do pênalti de Matheus Bidu em Viveros e, principalmente, a gestão disciplinar da partida, que terminou com o auxiliar Lucas Silvestre expulso em meio a uma confusão sobre o tempo de acréscimo.
O Dossiê Alvinegro contra Pereira de Lima
A cúpula do futebol corinthiano está reunindo provas para um protesto formal na Comissão de Arbitragem:
Incoerência nos Cartões: O Corinthians cometeu apenas 10 faltas, mas recebeu quatro cartões amarelos, enquanto entradas duras do Athletico no início do jogo foram ignoradas.
Os 13 Minutos de "Terror": Dorival Júnior classificou os acréscimos como um padrão inconsistente que fere a credibilidade do esporte. Para o técnico, a falta de critérios uniformes transforma o final dos jogos em um cenário de incerteza tática.
Histórico Negativo: O clube recorda o pênalti tardio marcado pelo mesmo juiz contra o Internacional em 2025, reforçando a tese de que o árbitro não possui o equilíbrio necessário para mediar jogos do Timão.
A Defesa de Lucas Silvestre
Expulso aos 55 minutos do segundo tempo, Lucas Silvestre quebrou o silêncio. O auxiliar contesta a súmula do árbitro e exige a liberação dos áudios e imagens do VAR:
Versão do Profissional: Silvestre alega que apenas questionou o tempo adicional e que a expulsão foi um ato autoritário.
Transparência: O Corinthians solicitará os registros das câmeras técnicas para provar que não houve ofensa verbal que justificasse o cartão vermelho direto.
Foco no Campo: A Resposta Tática
Para evitar que o "incêndio" da arbitragem consuma a energia do elenco, Dorival Júnior intensificou os treinos visando o duelo contra a Portuguesa pelo Paulistão 2026. A estratégia é elevar a intensidade coletiva para que o time dependa cada vez menos de lances interpretativos:
Correção de Falhas: O foco está em evitar faltas desnecessárias próximas à área, como a que gerou o pênalti em Curitiba.
Moral Elevada: Apesar das queixas, o grupo saiu fortalecido pela resiliência demonstrada ao segurar o placar de 1 a 0 em um ambiente hostil.
O Corinthians busca agora um equilíbrio entre a briga política nos bastidores da CBF e a manutenção da performance técnica em campo, sabendo que cada ponto na tabela será disputado palmo a palmo — contra o adversário e, às vezes, contra o apito.
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