A temporada de 2026 tem se mostrado desafiadora para o Corinthians, principalmente devido à impossibilidade de realizar uma pré-temporada adequada e à sobrecarga do calendário. Em apenas 45 dias, o time já acumulou quatro lesões musculares, um aumento significativo em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram registradas duas. O centroavante Yuri Alberto, que sofreu uma lesão de grau dois no bíceps femoral da coxa esquerda durante a partida contra o São Bernardo, faz parte deste contexto preocupante.
A recuperação de Yuri Alberto deve levar de quatro a seis semanas, conforme as informações que circulam, embora o clube ainda não tenha se manifestado oficialmente sobre o tempo estimado de afastamento. Além dele, Breno Bidon e Kaio César também estão se recuperando de problemas musculares e não podem contribuir com a equipe neste momento, o que tem gerado um impacto considerável na gestão de elenco.
No início da temporada, o time atuou em 11 partidas, abrangendo competições estaduais e nacionais, como o Campeonato Brasileiro e a Supercopa Rei. Em contrapartida, no ano anterior, o elenco enfrentou 12 jogos durante as primeiras seis semanas, incluindo uma longa viagem à Venezuela para a Conmebol Libertadores. A diferença fundamental reside no período de férias, que foi substancialmente reduzido, resultando em um início de temporada mais desgastante.
O técnico Dorival Júnior já havia antecipado os desafios que a nova temporada apresentaria. Em declarações anteriores, ele mencionou a expectativa de enfrentar um número elevado de lesões, creditando isso às interferências no calendário e à falta de um elenco completamente montado. O treinador enfatizou que a equipe está em processo de transformação e espera definir estratégias de jogo que se adequem ao atual contexto.
Desde o início do Campeonato Paulista, a equipe nunca entrou em campo sem desfalques, destacando uma fragilidade no plantel atual. Mesmo na decisão da Supercopa Rei, onde o Corinthians priorizou a competição, a formação esteve incompleta, evidenciando a necessidade de um planejamento mais robusto para lidar com múltiplas competições simultâneas.
O agravamento da situação de lesões pode exigir uma revisão das estratégias, tanto no que diz respeito à intensidade do treinamento quanto na gestão do elenco ao longo da temporada. A continuidade do desempenho do time na tabela de classificação pode estar diretamente atrelada à recuperação eficaz dos jogadores e à adaptação tática do grupo.
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