O Corinthians está buscando um acordo para evitar um novo impedimento de transferências perante a FIFA, enquanto tenta renegociar dívidas que resultaram em condenações prévias. A principal questão gira em torno da pendência financeira com o Talleres, da Argentina, referente à contratação de Rodrigo Garro. O clube já recebeu uma punição da entidade máxima do futebol e aguarda um recurso na Corte Arbitral do Esporte (CAS).
Na última semana, o presidente do Corinthians, Osmar Stábile, efetuou uma viagem à Argentina com o objetivo de chegar a um entendimento sobre a dívida, que pode ultrapassar R$ 37 milhões. Apesar da proposta corintiana de liquidar a dívida por R$ 28 milhões, o Talleres avalia que esse valor não atende à realidade do montante, o que revela um impasse nas negociações.
Em declarações recentes, o presidente do Talleres reconheceu a iniciativa do Corinthians em buscar um acordo, mas ressaltou a dificuldade em encontrar uma solução com o atual cenário. Essa situação é um reflexo da gestão anterior do clube argentino, que não havia se manifestado durante um longo período nas questões financeiras em aberto.
O Corinthians já obteve sucesso em uma estratégia semelhante ao solucionar a dívida com o Santos Laguna, referente ao zagueiro Félix Torres, reduzindo o montante de R$ 40 milhões para cerca de R$ 33 milhões. Um acordo com o Talleres poderia encerrar o processo judicial e garantir ao clube paulista a liberdade para registrar novos jogadores no próximo período de transferências.
Além da pendência com o Talleres, o Corinthians enfrenta outras três condenações na FIFA, relacionadas a contratações anteriores de jogadores como Maycon, Charles e José Martínez. Essa situação é particularmente delicada, pois poderia resultar em um novo transfer ban para o clube em 2025, limitando a capacidade do Timão de se reforçar em um momento estratégico do campeonato.
A recente posição da diretoria do Corinthians tem sido de dialogar e resolver as pendências antes que o CAS se pronuncie sobre os recursos. Isso demonstra uma mudança na abordagem do clube, que vislumbra uma gestão mais responsável em relação ao controle financeiro e à administração de suas obrigações contratuais.
O planejamento da temporada, em face das pressões financeiras e restrições de mercado, torna essencial para o Corinthians a agilidade nas negociações. Assim, o foco imediato será garantir acordos favoráveis e evitar complicações que possam afetar o desempenho esportivo coletivo.
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