O Corinthians decidiu não prosseguir com a negociação para a contratação por empréstimo do meio-campista Alisson, do São Paulo. Inicialmente, havia um entendimento entre os clubes, mas uma análise financeira minuciosa levou o Timão a reavaliar os termos do contrato, priorizando a sustentabilidade econômica em meio a uma dívida que ultrapassa R$ 2,8 bilhões.
A proposta inicial contava com o pagamento de R$ 1 milhão, mas outros custos envolvidos acabaram se tornando um obstáculo. Com a necessidade de desembolsar mais R$ 500 mil no segundo semestre, além de R$ 1,5 milhão condicionado ao número de partidas do jogador, a diretoria considerou que o investimento não se justificava no atual momento esportivo e financeiro do clube.
A situação se complicou ainda mais pelo fato de que Alisson não poderia ser utilizado no Campeonato Paulista, tendo já atuado pelo São Paulo. Isso significaria um impacto direto na estratégia de jogo do Corinthians, que precisa gerir seu elenco de maneira eficaz, especialmente em uma temporada repleta de desafios e cobranças em termos de desempenho na competição.
O novo presidente do São Paulo havia demonstrado otimismo com a possibilidade do acordo, mas a diretoria corintiana, liderada por Osmar Stabile, optou por recuar. A gestão responsável das finanças do clube é crucial, e uma contratação que acarretaria custos adicionais significativos não seria viável, considerando a necessidade de equilíbrio financeiro.
Após a decisão, o executivo Marcelo Paz fez contato com Alisson para explicar a reviravolta e se desculpar pela situação. O jogador havia se preparado para a transferência e estava ansioso para a oportunidade de trabalhar novamente sob a orientação de Dorival Júnior, que foi fundamental em sua adaptação ao meio-campo em sua passagem anterior pelo São Paulo.
O Corinthians agora busca alternativas no mercado visando a recomposição de seu meio-campo, embora sua comissão técnica acredite que a posição não seja a mais carente no elenco atual. A movimentação no mercado deverá ser estratégica, uma vez que o departamento de futebol continua atento a possibilidades que possam se alinhar ao planejamento financeiro e às necessidades táticas do treinador.
A resiliência na gestão da equipe é um aspecto fundamental, e a situação de Alisson destaca a importância de decisões que considerem não apenas o desejo técnico, mas também as realidades financeiras em um cenário desafiador no futebol brasileiro. Com a aprovação do torcedor e a responsabilidade na administração, o clube busca fortalecer seu plantel de forma consciente e sustentável.
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