27/1/2026 21:41

Corinthians enfrenta déficit de R$ 247,8 mi em 2025, elevando sua dívida a R$ 2,8 bi

Corinthians enfrenta déficit de R$ 247,8 mi em 2025, elevando sua dívida a R$ 2,8 bi

O Corinthians enfrenta um cenário desafiador em sua gestão financeira, tendo registrado um déficit de R$ 247,8 milhões entre janeiro e novembro de 2025. A dívida total do clube alcançou R$ 2,8 bilhões, composto por um passivo de R$ 2,151 bilhões e R$ 661 milhões devidos à Caixa Econômica Federal, relacionados ao financiamento da Neo Química Arena.



Com o fechamento do balanço definitivo da temporada anterior previsto para abril, o clube ainda carrega o legado de um déficit de R$ 181,7 milhões no final de 2024. A nova administração busca reverter essa situação implementando cortes significativos de gastos, especialmente nas áreas de futebol e do clube social.



Do déficit registrado nos primeiros onze meses de 2025, a maior parte, R$ 204,7 milhões, provém do clube social. As finanças do futebol, por sua vez, apresentam uma receita líquida de R$ 599,5 milhões, mas um déficit de R$ 43,1 milhões, sinalizando a necessidade urgente de reestruturação financeira e tática.



Para 2026, o Corinthians projeta um superávit de R$ 12 milhões, um plano que envolve uma substancial redução nos gastos com pessoal no departamento de futebol, que busca diminuir a folha de R$ 435 milhões para R$ 354 milhões. Além disso, cortes em outras despesas do setor poderiam totalizar R$ 90 milhões ao longo da temporada.



A diretoria iniciou um processo de desinvestimento, liberando jogadores com altos salários, como Maycon e Romero, visando aliviar a pressão financeira. Essas ações refletem a leitura de jogo da diretoria sobre a urgência de adaptação em um ambiente competitivo cada vez mais exigente.



Considerando outros setores do clube, a previsão de redução total se mantém, proporcionando uma visão otimista, embora cautelosa, para o futuro. A administração também prevê gerar R$ 151 milhões com vendas de jogadores e espera arrecadar R$ 335 milhões em direitos de transmissão, além de R$ 255 milhões em patrocínios, um aumento significativo em relação ao ano anterior.



Além destas medidas, o presidente Osmar Stábile estuda cortes no clube social, mas enfrenta resistência interna em virtude da repercussão negativa. O desafio será equilibrar a necessidade de manter a essência do clube, ao mesmo tempo em que busca resultados financeiros positivos.



No geral, a gestão atual luta para estabilizar as finanças do Corinthians, focando em um planejamento estratégico que priorize a sustentabilidade financeira, fundamentais para o desempenho no campo e na competitividade geral do clube. Os próximos passos irão determinar a eficácia das metas estabelecidas e a capacidade de o clube se reposicionar dentro da tabela no próximo Campeonato Paulista.



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