O Corinthians está avançando nas negociações para aumentar seu patrocínio máster. Na última sexta-feira, no auditório de imprensa da Neo Química Arena, uma audiência reuniu conselheiros, associados e torcedores, que apresentaram diversas propostas e defenderam a inclusão do direito a voto para os sócios-torcedores nas eleições para a presidência do clube. Durante o encontro, os participantes discutiram a redação do artigo 21 da reforma estatutária, destacando a necessidade de alteração que permita aos integrantes do Fiel Torcedor votarem.
A maioria dos oradores concordou que, diferente do que estipula o estatuto atual, os sócios-torcedores devem ter direito a voto. No entanto, as propostas levantaram algumas divergências em relação aos critérios para a concessão desse direito, incluindo questões de valores cobrados, tempo mínimo de contribuição no programa e elegibilidade retroativa. Também foram mencionadas sugestões sobre a necessidade de frequência mínima nas partidas do Corinthians, uma ideia que recebeu críticas, inclusive do presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, que argumentou que tal medida poderia limitar a participação dos torcedores.
Apesar do anteprojeto em discussão restringir o direito a voto apenas ao presidente e ao vice-presidente, alguns membros defenderam que os sócios-torcedores também pudessem votar para conselheiros. A audiência contou com um quórum maior do que a anterior, tendo aproximadamente 100 pessoas presentes. Com o apoio unânime dos participantes, Tuma sugeriu que a proposta que limitava ou negava o direito a voto dos sócios-torcedores fosse retirada do texto a ser votado.
A votação da reforma estatutária, inicialmente marcada para o dia 24 de novembro, foi adiada para que mais discussões possam ocorrer. O texto apresentado em outubro não obteve apoio suficiente entre os conselheiros. Assim, foi decidido que um ciclo de audiências públicas se estenderá até o início de 2026, para debater diferentes trechos do texto da reforma, com a votação no Conselho Deliberativo agendada para fevereiro do próximo ano.
Durante a audiência, Tuma também expressou sua oposição a uma possível intervenção judicial no clube, tema que vem sendo debatido no Ministério Público. Ele enfatizou que é contraditório que pessoas preocupadas com os interesses do Corinthians busquem o suporte de instituições judiciais enquanto os canais internos estão em operação, sugerindo que os corintianos se manifestem em apoio ao clube.
O cronograma de audiências públicas foi delineado para abranger diversos temas relevantes para a reforma. As reuniões acontecerão no teatro do Parque São Jorge, com previsão de início às 18h e duração aproximada de quatro horas. Aqueles que desejam participar devem se inscrever via e-mail com até três horas de antecedência, com cada participante tendo direito a expor suas ideias por até dez minutos. Após cada audiência, a Comissão da Reforma do Estatuto publicará um resumo didático com as principais alterações propostas.



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