A comissão técnica do Corinthians fez um breve comentário sobre o futuro de Yuri Alberto no clube em entrevista coletiva após a vitória sobre o Bahia. Emiliano Díaz, auxiliar de Ramón, afirmou que eles farão o possível para convencer o camisa 9 a ficar para o ano que vem. Isso não depende de nós. Depende do jogador, da diretoria. Fico feliz porque é um exemplo de vida. Falei que a filha dele tem que estar muito orgulhosa dele. Ele mostra a toda a garotada que sempre é preciso acreditar e trabalhar mesmo no momento difícil. Nos perguntaram o motivo de não tirarmos ele, e aí está o resultado. Acreditar, crer... Tomara que possa ficar, é um jogador importante para nós. Vamos tentar convencê-lo, mas não depende de nós.
A comissão técnica tem duas metas para o camisa 9: levá-lo à seleção e garantir a artilharia do Brasileirão. Eles também têm objetivos para Garro e Memphis Depay. [Memphis] Demonstrou sua categoria, seu nível. Estamos contentes com ele. Quando veio, fazia três meses que não jogava. Fizemos um grande trabalho físico com ele, ele estudou, se preparou e recuperou seu nível. Da nossa parte, temos objetivos: que Yuri vá à seleção, que seja o artilheiro, que Memphis vá à seleção e que Garro possa ter uma chance na seleção argentina.
Janela virou chave [Emiliano]: "Foi fundamental porque vínhamos passando um momento difícil. Não há mágica em um clube. Vai ser impossível fazer um bom trabalho sem a coisa mais fundamental, que é a matéria-prima, ou seja, os jogadores. Foi uma janela perfeita, discutimos, olhamos com o scout e foi muito claro. Deu tudo certo. Chegaram jogadores com peso e ganhadores. Era isso o que faltava, gente acostumada a brigar por título. Trouxemos todo mundo que está acostumado a ganhar título, é isso que vai fazer o Corinthians a crescer. Não pensar em rebaixamento, pensar em ganhar títulos."
Harmonia no grupo [Emiliano]: "Não temos outra forma de trabalhar. Sempre cumprimos os objetivos onde passamos. Sempre do mesmo jeito: trabalhando, ter humildade e união. Além de tudo, acreditar. Acreditamos muito que podia acontecer o que aconteceu no nosso meio interno. Não é uma surpresa para nós. Sabíamos o nível do grupo, a qualidade dos jogadores. Há uma harmonia muito grande para trabalhar. Você chega no CT e respirava algo que não parecia zona de rebaixamento, se respirava que íamos chegar onde chegamos — duas semifinais, brigar por Libertadores. Sempre houve harmonia no grupo, ainda que com discussões, como acontece com qualquer família."
Balanço do trabalho [Emiliano]: "Viemos com o objetivo do Brasileirão. Aconteceu o que aconteceu nas Copas, ficamos no meio do caminho com o sabor triste, o que também pode ser erro nosso. O culpado sempre é o treinador. Estamos acostumados a lidar com isso. Não gostamos de falar de balanço nosso. Sempre os demais têm que falar. Em todos os clubes que passamos, sempre cumprimos o objetivo. Sabíamos que íamos fazer o mesmo no Corinthians. Por onde passamos, nos pediam títulos, dávamos títulos, pediam que saíssemos do rebaixamento, e saíamos. Sabemos o trabalho que fazemos e nunca duvidamos de nós. Graças ao grupo, à diretoria e a harmonia do trabalho, sabíamos que íamos cumprir o objetivo. Depois, começamos a sonhar mais, fomos jogo a jogo, o time engrenou e estamos a um passo mais. Tomara que dê tudo certo. Ainda não acabou, estamos com os pés no chão."



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