O Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou na noite desta segunda-feira as contas do clube referentes ao ano de 2023. Os conselheiros se encontraram no período da noite, no Parque São Jorge, para a votação.
As contas do Timão já haviam sido aprovados pelo Conselho Fiscal e pelo Cori (Conselho de Orientação). Na votação final, 133 conselheiros aprovaram as contas de 2023, 82 reprovaram, além de duas abstenções. Dos que foram a favor da aprovação das contas, 110 aprovaram sem ressalva, enquanto 23 aprovaram com ressalva.
No Parque São Jorge, a votação das contas foi tratada como um grande acontecimento e expectativa. Houve, nos bastidores, movimentações políticas importantes a fim de constituir articulações e alianças. Entre os conselheiros aliados ao grupo de situação, a intenção foi de reprovar o balanço de Duilio, o que não ocorreu. Se o balanço não fosse aprovado, o Conselho de Ética poderia adotar medidas punitivas contra Duilio e integrantes de sua diretoria.
PRINCIPAIS NÚMEROS O balanço financeiro de 2023 do Corinthians, auditado pela RSM Global, teve o acompanhamento de Rozallah Santoro, diretor financeiro da atual gestão. O documento apresenta uma arrecadação recorde, que atingiu R$ 1,010 bilhão.
Em relação ao ano de 2021, o último antes de Duilio assumir o clube, o aumento é de 92,5%. O resultado operacional consolidado (Ebitda) também foi positivo: R$ 259 milhões. Esse montante se refere à geração de caixa, abrangendo do tudo o que o clube arrecadou e subtraindo deste valor tudo o que o clube gastou, sem despesa de juros e amortizações.
O triênio da gestão anterior, portanto, obteve um lucro operacional total de R$ 608 milhões, valor que não fica no caixa justamente porque é destinado a pagamentos de dívidas, juros, amortizações, entre outros compromissos. Ainda segundo os gráficos apresentados no balanço, o endividamento do Corinthians com o clube social mais o futebol, sem contar a Neo Química Arena, caiu. Quando Duilio assumiu a presidência, esta dívida era de R$ 949,2 milhões e fechou 2023 em R$ 885,8 milhões.
A dívida sobre a Neo Química Arena, que se refere ao empréstimo junto a Caixa Econômica Federal, fechou 2023 em R$ 703,1 milhões. Sendo assim, a dívida líquida do Corinthians ("Clube + Arena") virou o último ano em R$ 1,588,9 bilhão. O problema é que no último gráfico do balanço, que trata justamente da dívida bruta, apresenta o valor de R$ 1,968,8 bilhão, ou seja, quase R$ 2 bilhões.
Nele, a dívida do clube é apontada em R$ 1,2 bilhão + R$ 703 milhões da Arena. Esta divergência se dá porque Rozallah Santoro desconsidera valores que o clube tem a receber e o que tem em caixa, um conceito da economia que diverge daquele utilizado pelo clube nas últimas décadas e mais usual no mercado.



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