O Corinthians mais uma vez não contará com o técnico António Oliveira no banco de reservas nesta quarta-feira, quando enfrenta o Juventude, às 20h (de Brasília), no Alfredo Jaconi, pela segunda rodada do Brasileirão. Em pouco mais de dois meses à frente do Corinthians, António Oliveira recebeu três suspensões disciplinares, confirmando uma sina que enfrenta desde que começou a trabalhar no Brasil. Desde que foi escolhido para comandar o Athletico-PR, em março de 2021, o português recebeu 46 cartões, sendo 40 amarelos e seis vermelhos em partidas oficiais. O último veio no domingo, após o apito final do empate sem gols entre Corinthians e Atlético-MG. O levantamento foi realizado por João Guerra e a equipe do Espião Estatístico do ge. Como trabalhou em 133 partidas no Brasil desde então, António tem média de um cartão recebido a cada três jogos. Em 68 dias de trabalho no Corinthians, o português recebeu seis cartões. Foram três amarelos no Paulistão (contra Portuguesa, Ponte Preta e Santo André), um em amistoso contra o Londrina, um vermelho na Copa do Brasil (contra o São Bernardo) e outro na estreia no Brasileirão. Média ainda maior: um a cada dois jogos. – Quem me conhece sabe que sou assim, já estou marcado por eles, não vou deixar de viver o jogo da minha maneira, de maneira apaixonada. Tinha um bandeirinha que é um dos melhores do país, nos damos muito bem, mas o árbitro... Não me orgulho disso, de estar suspenso, de levar amarelo, mas faço análise do adversário. O árbitro tem de fazer análise de quem vai enfrentar, por que tantos amarelos? Por que não podemos ter uma conversa? – argumentou António Oliveira. – O fato de dar um amarelo de forma intempestiva não ajuda em nada. Temos culturas esportivas diferentes que optam pelo diálogo, por isso Deus nos deu uma língua. Percebi que a tolerância é zero. Tem que ser igual para todos, não se pode ter medo de ninguém, olha-se as caras. Se formos honestos e rigorosos com mesmo critério, não só António será expulso. Mas não vou entrar nisso, não me orgulho. Acho que deve existir diálogo e tolerância, tenho quase 100 jogos no Brasil. Não sou novato aqui. Sou alvo sempre, devo refletir, mas será que ele não vai para casa e reflete também? É preciso mais tolerância – completou. O volume de cartões recebidos por António Oliveira se assemelha ao de outro técnico português também reconhecido por reclamar bastante com a arbitragem: Abel Ferreira. Desde que António assumiu o Athletico, em 2021, o comandante do Palmeiras levou 52 cartões, sendo 45 amarelos e sete vermelhos. No período, Abel é o líder em advertências, seguido de perto pelo técnico do Corinthians. A terceira posição do ranking é de Fernando Diniz, com 39 cartões. Na ausência do treinador, o Timão será dirigido nesta noite mais uma vez pelo auxiliar Bruno Lazaroni.



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