António Oliveira retornou ao Brasil depois de aproveitar três dias de folga em Portugal e comandou o treino do Corinthians no CT Joaquim Grava. Antes de embarcar para o Brasil, o treinador do Timão concedeu entrevista ao jornal “A Bola” para comentar sobre o início da passagem pelo clube. Além de falar sobre o promissor começo de trabalho, António tratou de projetar com otimismo a participação do Corinthians no Campeonato Brasileiro e celebrou o sucesso de treinadores portugueses no Brasil, como Abel Ferreira, do rival Palmeiras. – O elenco do Corinthians é de grande qualidade. Para representarem esse grande clube é só gente de grande capacidade técnica, tática, mas também profissional e humana, que felizmente tenho ao meu dispor. Queremos resgatar o melhor deles, porque eles não tinham desaprendido. Foi resgatar a confiança, e voltar a vê-los jogar bem e a ter prazer por aquilo que fazem – disse. – Enquanto treinador me satisfaz, porque é gente de grande caráter, grande profissionalismo, com vontade enorme de aprender, crescer e evoluir. Eles têm transportado isso durante a semana, mas depois também nos dias de jogos, e os resultados têm sido satisfatórios. Mas, isto não é como começa, é como termina, e queremos terminar bem – acrescentou. António descreve o primeiro mês de trabalho no Corinthians com um “sentimento de orgulho” e vê uma avaliação positiva do crescimento da equipe, que não conseguiu avançar no Paulistão, mas obteve vaga na terceira fase da Copa do Brasil. – Queremos continuar nesta trilha vitoriosa, cada vez mais me consolidar como um do bando de loucos e voltar a colocar o Corinthians no lugar onde merece – declarou. Ainda no bate-papo pré-embarque para o Brasil, António tratou de falar sobre o sucesso dos treinadores portugueses, como Abel Ferreira, do Palmeiras, e Pedro Caixinha, do Red Bull Bragantino. – É um orgulho poder enfrentar gente que representa da melhor forma nosso país e nossa classe, com profissionalismo, competência e com títulos. Aconteceu com o Jorge Jesus, com o Abel e até conosco, porque ter duas permanências na Série A e uma Sul-Americana no Cuiabá é também um título para nós – comentou. – Eu e Abel somos velhos na praça, digamos assim, e nos enfrentamos enquanto eu estava no Athletico, no Cuiabá e agora tivemos a chance de nos enfrentarmos no Corinthians. Vamos nos enfrentar mais vezes e é sinal de que o trabalho tem sido bem-feito, porque continuamos no mesmo país depois de quatro anos e somos reconhecidos profissionalmente e na forma humana – acrescentou. Os elogios aos compatriotas ganharam complemento diante do contexto vivido no futebol brasileiro, considerado “emocionalmente desgastante” pelo comandante corintiano. – Fico feliz de ver o sucesso do Pedro e do Abel, é sinal que vamos conseguindo alcançar resultados em uma cultura esportiva bastante agressiva. Como digo sempre: é muito desafiante, é fascinante, mas ao mesmo tempo emocionalmente desgastante – completou António Oliveira. O treinador do Corinthians terá duas semanas para preparar o time antes do retorno dos jogos oficiais na estreia pela Copa Sul-Americana. Nesta sexta, em meio a esse trabalho de pré-temporada, o Timão terá pela frente um jogo-treino diante do Santos, na Vila Belmiro.



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