A diretoria do Corinthians revisou o orçamento do clube para 2024 e agora prevê faturamento de R$ 935 milhões neste ano, além de um superávit de R$ 17,6 milhões. Os valores são maiores do que o projetado inicialmente. O planejamento financeiro elaborado pela antiga gestão do Corinthians, no fim do ano passado, sofreu alterações de despesas e receitas e terá de ser aprovado mais uma vez pelos órgãos de controle do clube, como Conselho Fiscal, Conselho de Orientação e Conselho Deliberativo. Há expectativa de aumento na arrecadação com patrocínios e vendas de jogadores, mas também maiores despesas em diferentes áreas.
A principal fonte de receitas do Corinthians segue sendo a venda de direitos de transmissão dos jogos. No novo orçamento, o clube aumentou em 6% a expectativa de arrecadação: de R$ 294,6 milhões para R$ 313 milhões. A previsão de receita que sofreu maior variação foi a de patrocínios, que teve um salto de 51%. Antes, o clube esperava faturar R$ 173,9 milhões. Agora, projeta R$ 263,2 milhões. Isso se deve, sobretudo, ao contrato de patrocínio máster fechado com a VaideBet, bem superior ao que pagava a Hypera Pharma até 2023 pela mesma propriedade.
No novo orçamento, a diretoria diz já ter garantido R$ 89,3 milhões a mais com patrocínios e planeja outros R$ 59,4 milhões com negociações que estão em andamento. A expectativa de receitas com vendas de atletas também aumentou. O saldo líquido previsto com transferências subiu 21%, de R$ 110 milhões para R$ 133,3 milhões. Deste montante, o Timão diz já ter garantido R$ 85,3 milhões com as negociações de Gabriel Moscardo, Ivan e Roni. Assim, restam mais R$ 47,9 milhões, o equivalente a cerca de 9 milhões de euros.
O superávit previsto só não é maior porque também há expectativa do aumento de gastos. As despesas operacionais orçadas saltaram 14%, de R$ 567,3 milhões para R$ 645,9 milhões. Parte considerável do aumento tem relação com as multas a serem pagas pelas rescisões de contratos com a Pixbet (R$ 44,1 milhões) e com as comissões dos técnicos Mano Menezes e António Oliveira (R$ 13,4 milhões, pela saída dele do Cuiabá).
Em relação à previsão inicial, houve aumento de apenas R$ 100 mil por mês. Em 2024, o Timão espera arcar com R$ 97 milhões em despesas financeiras, sendo a maior parte relativa a juros da dívida de mais de R$ 900 milhões que tem o clube - sem considerar o financiamento da Neo Química Arena, cujo saldo é de R$ 686 milhões. Ou seja, a dívida líquida total do Corinthians atualmente é de cerca de R$ 1,6 bilhão.



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