António Oliveira foi apresentado oficialmente como técnico do Corinthians neste sábado, no CT Joaquim Grava, logo após comandar o último treino antes da estreia no comando do Timão. No domingo, às 16h (de Brasília), contra a Portuguesa, na Neo Química Arena, pela sétima rodada do Campeonato Paulista, o português ficará no banco de reservas do Timão pela primeira vez. O técnico disse que a oportunidade de treinar o Corinthians não poderia passar e que o momento do clube exige menos palavras e mais ação para encerrar a sequência de cinco derrotas no Paulistão. – Se eu quisesse zona de conforto, tinha ficado onde estava. Muita gente que já representou o clube e a forma como falavam dele, ninguém ficaria indiferente. E quanto mais falavam, mais tinha vontade de representar esse grande clube. Sei do desafio, mas também sei da minha capacidade, da capacidade e competência e profissionalismo dos que comigo trabalham, e principalmente confio muito nos jogadores. – Vamos resgatar o melhor deles porque não desaprenderam de jogar. Vamos tentar extrair. Tenho confiança inabalável neles. Eles são os grandes artistas. Vamos voltar àqueles momentos mais gloriosos, mas nessa altura é falar pouco e os resultados que vão falar mais alto – disse o treinador.
Com apenas dois treinos antes da estreia pelo clube, António Oliveira admitiu que deve fazer mudanças no time titular e que a preparação para enfrentar a Portuguesa foi uma corrida contra o tempo. – Tentamos quase contra o relógio preparar para uma competição que teremos amanhã e conquistar rapidamente vitórias, porque essa que vai resgatar a confiança da qualidade que felizmente tenho à disposição. Se será quatro ou três, os que entrarem vão representar da melhor forma a grandeza desse clube. Sou mais um novo corintiano que pretendo me consolidar dentro do bando de loucos. – Não há bons nem maus momentos para representar o Corinthians . É irrecusável essa oportunidade na minha vida. O cavalo podia passar apenas uma vez, aproveitar a oportunidade porque por alguma razão estou aqui, pelos resultados.
António Oliveira chega ao Corinthians com os auxiliares Bernardo Franco, Bruno Lazaroni e Diego Favarin, além do analista de desempenho Felipe Zilio. Com apenas três pontos conquistados em seis rodadas, o Timão ocupa a lanterna do Grupo C, fora da zona de classificação para as quartas de final, e a vice-lanterna da classificação geral, dentro da zona de rebaixamento para a Série A2 de 2025. Veja outros trechos da coletiva de António Oliveira: Deyverson – Costumo dizer que um treinador de futebol é muito mais do que aquilo que percebe apenas do treino e do jogo. É importante porque cria a identidade de uma equipe, dentro dos comportamentos que queremos na nossa forma de jogar, mas 80% é gestão humana.
Somos gestores das emoções deles e vou criando vínculos fortes com os jogadores, ainda mais com gente de grande caráter e que sabe distinguir o momento de brincar e o que é sério. – Além do Deyverson, não posso esquecer dos outros. Porque foram eles que me permitiram poder dar esse grande passo na minha vida e carreira. É uma emoção muito grande falar deles. Deyverson temos quase uma relação de pai e filho, não tenho idade para ser pai dele, mas me considero. Acho que fui importante na vida dele, como dos outros, e eles na minha também, na consolidação dentro do futebol.
Estilo e tática – Há três dias eu estava em outro clube. Em dois dias é praticamente ir contra o relógio, principalmente em tentar dar uma cor e em termos organizacionais dentro das duas fases, com e sem bola, para podermos conseguir competir com o adversário, ser intenso, mas principalmente, mais do que jogar bem, o que nós queremos é rapidamente, mas sem ansiedade, ganhar o jogo de amanhã, porque é isso que nos move e tenho certeza que os jogadores estão comprometidos nesta tarefa.



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