Comandante interino do Corinthians na derrota por 1 a 0 para o Santos , nesta quarta-feira, o técnico Thiago Kosloski tratou como inadmissível a sequência negativa da equipe, que perdeu o quinto jogo seguido. Na metade da primeira fase do Paulistão, o Corinthians ocupa a penúltima posição do campeonato. Os dois piores colocados caem para a Série A2 em 2025. – A gente não pode enganar o torcedor e chegar aqui e falar que pensamos em título. Nossa realidade é tirar o Corinthians da zona do rebaixamento, simples assim. Se amanhã ou depois a gente embalar duas, três vitórias, aí conseguirmos vislumbrar uma situação de classificação, o Corinthians aí sim vai brigar por classificação. Mas no momento o principal foco é tirar o Corinthians dessa situação que é inadmissível e não merecemos estar nela – declarou o técnico. Thiago Kosloski assumiu o comando do Corinthians após a demissão de Mano Menezes, na última segunda-feira. O clube já tem um acerto com o português António Oliveira, que já se despediu do Cuiabá e é aguardado em São Paulo nos próximos dias. – Meu foco é principalmente posicioná-los, trabalhar o melhor da posição de cada um. Mas acima de tudo trabalhei muito o mental e a confiança. É difícil jogar no Corinthians e ter cinco derrotas, não estamos acostumados e não vamos nos acostumar. O sentimento no vestiário é que é inadmissível perder cinco jogos consecutivos, mas vamos dar a volta por cima e tem que ser no domingo contra a Portuguesa – declarou. No Timão desde o começo deste ano, Thiago Kosloski analisou o momento de reformulação vivido pelo clube: – Futebol não tem segredo. Tivemos duas semanas de pré-temporada. O Corinthians , diferente dos rivais, teve que desmontar o elenco, perdemos 12, 13 jogadores. Chegaram alguns, mas tivemos uma perda maior do que um ganho, é notório. – As coisas não acontecem da noite para o dia, não vem do dia para a noite. Nosso calendário é cruel ter duas semanas para pegar o Paulistão com equipes que estão treinando desde novembro. Temos que pontuar que a maioria das equipes manteve a base e teve contratações pessoais, isso faz a diferença. O Corinthians vai encontrar o caminho das vitórias, vai ter a consistência de resultados, mas infelizmente estamos jogando a cada três dias e não temos tempo para respirar. O psicológico dos atletas sé complicado, ter a faca no pescoço a todo tempo. O ano mal começou e tivemos cinco derrotas, brigando pelo rebaixamento. A gente trabalha com o ser humano, que sente a pressão também. O maior desafio é blindar os atletas, não esconder nosso sentimento de indignação. Ficamos indignados com a derrota. Tem que se mostrar em motivação para dar a resposta o mais rápido possível – comentou o técnico interino. O próximo compromisso do Timão é no domingo, contra a Portuguesa, às 16h, na Neo Química Arena.
Confira outros trechos da entrevista de Thiago Kosloski: Análise do jogo – Preparação foi muito curta. Tive apenas um dia para trabalhar a equipe. Tentamos fazer o melhor em termos de posicionamento e passar confiança nesse momento difícil. O Santos foi melhor e teve mais o controle das ações no primeiro tempo, em uma falha de posicionamento nosso. A gente conseguiu empurrar o Santos para trás, não tivemos a competência necessária, tivemos algumas chances., o resultado mais justo poderia ter sido o empate. Vi o número do jogo e foi um jogo bastante equilibrado, com número de finalizações iguais, mais tivemos mais posse, números iguais, talvez o empate tivesse sido o melhor resultado. É inadmissível ter cinco derrotas seguidas, isso não pode acontecer. Vamos nos reunir, nos recuperar para domingo ter a vitória tão importante contra a Portuguesa. Saída do Mano – Pegou de surpresa, sim. Mano é uma pessoa altamente vencedora e que dispensa comentários. Quando um companheiro de profissão e uma pessoa que gosto e respeito perde o emprego...passei por isso muitas vezes. Futebol é resultado, a gente sente, mas espero que o próximo treinador possa nos ajudar o mais rápido possível e colocar o Corinthians no caminho das vitórias, que é o mais importante para a gente. Pênalti não marcado em Maycon – No momento tinha muita gente na frente, foi um lance duvidoso, talvez valesse a ida ao VAR. É um lance interpretativo, né? A situação não foi a nosso favor. Se fosse pênalti, nos ajudaria. Mas isso não mexeu com nosso mental para o jogo. Empurramos o Santos, tentamos ações, mas infelizmente a nossa bola não entrou. António Oliveira – Convívio vai ser o melhor possível. Conheço de enfrentá-lo, é um grande profissional, não à toa foi convidado pelo Corinthians . Espero que ele nos ajude, vai ser uma peça importante nesse cenário. Vamos fazer o máximo possível para ajudá-lo, para que ele conheça o elenco rapidamente. Que a gente possa recolocar o Corinthians no caminho certo de novo. Garro – Foi uma estreia, um jogador que mostrou qualidade. Primeiro jogo, e tenho certeza de que ele vai evoluir no contexto. Ficamos felizes com a estreia dele. Tenho certeza de que com a sequência vai ser uma peça importante para tirar o Corinthians dessa situação. Luz no fim do túnel – O momento agora é de união. Nossa torcida cobra e está certa em cobrar, mas nossa torcida apoia e entende o momento. Acredito que para ter uma sequência de confiança e enxergue a luz no fim do túnel tem um caminho: ganhar o jogo. Clássico, ganhar ou perder, é normal. Não é normal o Corinthians perder para o Ituano, para o Novorizontino, com todo respeito, isso não é normal. O Santos é uma grande equipe, ganhar para lá ou para cá é normal. Temos que ter a resposta de uma vitória para ter tranquilidade. Com o corpo diretivo, dar tranquilidade para procurar reforços, ter calma para fazer o treinamento. Das quatro grandes, não conseguimos rodar o elenco. Estamos jogando com os mesmos jogadores, é uma situação complicada, diferentemente do São Paulo, do Palmeiras e do Santos. São dificuldades que temos que enfrentar. Com duas vitórias seguidas começamos dar um pé na crise e botar o time no caminho das vitórias e tirar o time dessa situação. Falta de criatividade – Santos hoje fechou bastante a linha, ficou bastante truncado. Com dificuldade de criação, você alça mais bolas na área. Tentamos jogar entrelinhas, tivemos 18 ou 19 passes de ruptura para atacar a última linha. Falta atenção no último passe para colocar os atacantes em situação de gol. Quando não consegue é normal fazer cruzamentos, mas a gente precisa melhorar os cruzamentos. Tivemos duas semanas de pré-temporada, tem exames médicos, clínicos, que tira o atleta do campo. Dentro das sessões temos que respeitar a carga, não pode fazer o cara finalizar 50 vezes, que pode ter lesão. Estamos correndo contra o tempo. Dificuldades em meio a reformulação – Com certeza. Jogar no Corinthians não é qualquer um. Além da responsabilidade que temos de representar 30 milhões de torcedores, é um clube que tem no DNA algo diferente, a entrega, a luta, a garra, é uma coisa que tentamos passar diariamente. Quando chega um atleta novo que nunca esteve em uma equipe como o Corinthians exige tempo de adaptação, incorporar isso. Infelizmente não temos tempo para isso pela situação que estamos, mas algumas peças vão começar a melhorar, algumas peças deram resposta boa e esperamos que continue na evolução. Próximo jogo – Vamos encarar como uma decisão, mas não vamos ganhar de qualquer jeito, atacando de qualquer forma, porque a Portuguesa é bem treinado. Temos que saber jogar o jogo, vamos ter o apoio do nosso torcedor, eles vão empurrar o Corinthians . Vai ter que ser no domingo, precisamos ganhar de qualquer forma, sair da Neo Química com três pontos, isso é inegociável. Poder de reação – Temos que ter mais atenção nos detalhes. Saímos perdendo. Quando tomamos o gol do São Paulo estávamos no melhor momento; contra o Novorizontino saímos duas vezes na cara para fazer o gol, e tomamos o gol. Contra o Santos tomamos o gol em uma bola parada sabida por nós, um ponto forte deles. Temos que melhorar nosso nível de atenção, e isso é uma cobrança que o elenco tem com eles. Chegamos no vestiário e o elenco se cobrou, estavam indignados com a situação. Isso mostra a reação, estão mudando uma situação que não vinha acontecendo. Vestiário foi sempre de cobrança, que a gente sempre procurava soluções. Estamos pecando nos detalhes, precisamos sanar para fazer o gol primeiro.



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