Encontrar atuações incontestáveis do Corinthians na atual temporada é tarefa difícil. O padrão de desempenho tem sido ruim, mas na noite deste domingo, o Timão dava esperanças de um final de campeonato mais tranquilo ao seu torcedor. Grande engano! Abdicou de atacar a partir da metade da 2ª etapa e cedeu o empate depois de uma leve melhora do Peixe.
O goleiro João Paulo impediu um placar elástico dos donos da casa ainda no 1º tempo. O Santos parecia sem esperanças de empatar até a queda do Corinthians na segunda metade da etapa final e as entradas de Mendoza e Julio Furch. Com quatro empates nos últimos cinco jogos, o time da casa não consegue se desgarrar da luta contra o rebaixamento.
Escalações
Mano Menezes promoveu o retorno de Fágner na lateral-direita. Bruno Méndez voltou ao banco de reservas. Foi a única mexida em relação ao time que iniciou contra o Cuiabá. Marcelo Fernandes sacou o jovem ala-esquerdo Kevyson da equipe e colocou Rodrigo Fernández. Montou o time desta vez no 4-4-2, com Jean Lucas e Lucas Lima a partir de meias.
O jogo
Como era de se esperar, foi o Corinthians que tomou a iniciativa de ficar mais tempo com a bola e se instalar no campo de ataque. Foram 15 minutos iniciais de uma fluidez ofensiva que há algum tempo não se via. Maycon, Renato Augusto e Fausto Vera davam bom ritmo a circulação de bola pelo centro. Giuliano flutuava da direita para o meio, fortalecia as opções de passe no setor. Fágner avançava.
Na esquerda, Romero seguia sua evolução dos últimos jogos com precisão em passes para finalizações, boas decisões na definição dos lances. Fábio Santos oferecia suporte com passes verticais. O Santos se viu perdido para encaixar a marcação e negar espaços ao Timão, que só não foi para o intervalo vencendo em virtude do talento João Paulo. Ele fez quatro grandes defesas.
Outro aspecto que o Corinthians levou muita vantagem foi a bola parada aérea. Gil e Lucas Veríssimo chegaram perto de marcar em algumas ocasiões. Renato Augusto mostrou-se muito preciso nos cruzamentos. Defensivamente o Timão não teve problemas contra uma equipe que não apresentou o menor repertório.
A única solução ofensiva santista era lançar ligações diretas ao ataque. Após muita demora de João Paulo na reposição em jogo, algo que quebrou o ritmo da partida, o time rezava para que Marcos Leonardo ganhasse o primeiro duelo com os zagueiros adversários e a bola ficasse no ataque, algo que não aconteceu.
Fagner em Corinthians x Santos — Foto: Fabio Giannelli/AGIF
Fagner em Corinthians x Santos — Foto: Fabio Giannelli/AGIF
Apenas uma ação santista na 1ª etapa dificultou um pouco as coisas para o Corinthians. Depois dos 15 minutos, Marcelo Fernandes pediu para Soteldo recompor pela esquerda, liberando o trabalho defensivo de Jean Lucas pelo centro do campo, auxiliando Tomás Rincón e Rodrigo Fernández, que já tentavam se desdobrar com a pouca ajuda de Lucas Lima pela direita.
Fausto Vera levou um cartão amarelo na 1ª etapa e, apesar do bom jogo que fazia, foi sacado para a entrada de Moscardo no intervalo. Já o Santos, tirando a entrada de Messias no lugar do lesionado João Basso logo aos dez minutos, não mexeu. Mas voltou novamente com Soteldo ao lado de Marcos Leonardo pelo centro do ataque, sem a necessidade da recomposição do camisa 10 pela esquerda.
O venezuelano chegou a incomodar em duas boas jogadas de velocidade com Marcos Leonardo logo no início da 2ª etapa, mas o Corinthians já retomou as rédeas da partida na sequência. Pressionou até abrir o placar. Como em outros lances de perigo, na bola parada aérea, e com uma grande contribuição de Jean Lucas num gol contra bizarro.
Jogadores do Corinthians comemoram gol contra o Santos — Foto: Leonardo Sguaçabia
Jogadores do Corinthians comemoram gol contra o Santos — Foto: Leonardo Sguaçabia
O Corinthians reduziu muito o ritmo depois de abrir o placar, passou a administrar a vantagem com a bola, sem acelerar ou colocar muitos jogadores no campo rival. Nem assim os visitantes conseguiam gerar tanto volume ofensivo. Mesmo aumentando o número de faltas e de cartões amarelos, o Timão não era incomodado de verdade.
Marcelo Fernandes sacou Lucas Lima, Dodô, Marcos Leonardo e Rodrigo Fernández para botar Maxi Silvera, Kevyson, Julio Furch e Mendoza ao longo do 2º tempo. O colombiano foi quem conseguiu gerar mais perigo pela esquerda. Acionou Julio Furch e o centroavante serviu Maxi Silvera no lance de maior perigo do Peixe até então. Gil foi decisivo ao salvar quase em cima da linha.
O recuo excessivo corintiano nos últimos minutos foi altamente desnecessário e cobrou um preço altíssimo. Com boas aproximações de Mendoza e Soteldo pela esquerda, os visitantes enfim foram contundentes. O venezuelano foi calçado por Bruno Méndez na área e Mendoza converteu o pênalti para empatar o jogo nos acréscimos.



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