27/10/2023 12:05

Membro da Comissão Eleitoral do Corinthians renuncia após vazamento de mensagens

Membro da Comissão Eleitoral do Corinthians renuncia após vazamento de mensagens

Membro da Comissão Eleitoral do Corinthians renuncia após vazamento de mensagens

27 out 2023 - 11h46
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Carlos Roberto Elias renunciou ao cargo de secretário e membro da Comissão Eleitoral do Corinthians .

Na manhã desta sexta-feira, o advogado enviou a Alexandre Husni, presidente do Conselho Deliberativo do clube, a carta de formalização de sua saída.

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No documento, Elias cita a reportagem de quinta-feira da Gazeta Esportiva sobre a revelação do vazamento de troca de mensagens entre ele e membros da Chapa 33 em discussão sobre a possibilidade de pedido de impugnação da candidatura de Augusto Melo.

"Se faz ressaltar que não fui o remetente da referida mensagem", defendeu-se Elias no texto encaminhado a Husni, antes de completar. "Contudo, para evitar maiores transtornos e visando a lisura das eleições do Corinthians, ei por bem, solicitar meu afastamento definitivo da Comissão Eleitoral. Desta forma, devidamente esclarecidos os fatos e, com a consciência tranquila de ter exercido, neste período, o encargo a mim imposto, faço a renúncia ao cargo de secretário e membro da Comissão Eleitoral".

Alexandre Husni, agora, em contato com Ivaney Cayres de Souza, presidente da Comissão Eleitoral, vai convocar um novo membro para substituir o espaço deixado por Carlos Elias.

A Comissão Eleitoral do Corinthians, neste momento, está com composta por Carlos João Eduardo Senger, Domingos Savio Zainaghi e Paulino Tritapepe Neto, além de Ivaney.

A nomeação de Carlos Elias aconteceu sob polêmica desde a primeira indicação. A Gazeta Esportiva mostrou, em junho, que ele já advogou profissionalmente para André Luiz Oliveira, o André Negão, candidato de situação à presidência do clube para o pleito agendado para 25 de novembro deste ano.

CARLOS ELIAS SE DEFENDE

A Gazeta procurou por Carlos Elias durante a tarde de quarta-feira, cerca de 15 horas antes da publicação da notícia do afastamento dele imposta pela própria Comissão Eleitoral, mas não obteve retorno na ocasião. O advogado estava em viagem no exterior e entrou em contato com a reportagem, por mensagem, no fim da noite dessa quinta-feira e, posteriormente, concedeu entrevista por telefone na manhã desta sexta-feira, antes de tomar a decisão pela renúncia.

Segundo Carlos Elias e um 'print' enviado por ele à Gazeta, algumas das mensagens atribuídas a ele, inclusive a polêmica frase "nosso adversário" em referência a Augusto Melo, é de autoria de Nadir Campos Junior.

"O cargo de secretário atribui a análise das certidões para homologação das candidaturas. Fiz e-mail para todos os representantes de chapas retificarem certidões e documentos para habilitação das candidaturas. Neste contexto, houve diversas perguntas e indagações. Apenas orientei os representantes de todas as chapas. Não fui eu que falei nada disso", argumentou Elias, que continuou. "Apenas orientei a assinatura (dos pedidos de contestação da candidatura de Augusto) e entregar com urgência por causa do prazo. O que foi atribuído a mim não foi de minha autoria", completou.

Carlos Elias, na ocasião, afirmou que pretendia agendar uma reunião com Alexandre Husni para apresentar sua defesa e refutava deixar a comissão por vontade própria.

"Foi um trabalho extenso, de análises, organização, contatos com representantes. Eu recebi toda a documentação de forma isolada, não tive cooperação de nenhum membro da Comissão".

Poucas horas depois, no entanto, Elias mudou de ideia e preferiu se retirar por entender que "não houve acolhimento" mesmo após conversas internas com o presidente da Comissão Eleitoral.

ENTENDA O CASO

A Comissão Eleitoral do Corinthians se reuniu na noite da última terça-feira de maneira extraordinária e decidiu, por unanimidade, afastar Carlos Roberto Elias.

A motivação do ato foi o vazamento de mensagens atribuídas pela Comissão a Carlos Elias em que o advogado orientaria seus pares políticos, dispostos a reivindicar a impugnação da candidatura de Augusto Melo à presidência do clube mesmo após a Comissão Eleitoral aprovar a inscrição. Em meio às mensagens citadas, Augusto foi citado como "nosso adversário".

Na ocasião da deliberação sobre as candidaturas, Carlos Elias foi o único dos cinco integrantes que se manifestou contrário a candidatura do oposicionista.

Na visão de alguns conselheiros, a candidatura de Augusto Melo deveria ser impugnada por conta de um crime contra a ordem tributária, que, no entanto, não está previsto no estatuto corintiano como impeditivo para concorrer a uma eleição. Oposicionistas entendem que esse argumento seria utilizado para viabilizar um "golpe".

A suspeita sobre ausência de isenção para as tomadas de decisão e, principalmente, a tentativa de se procurar caminhos para derrubar uma decisão soberana da Comissão Eleitoral fizeram com que o presidente do órgão, Ivaney Cayres de Souza, enviasse a Alexandre Husni, presidente do Conselho Deliberativo, uma proposta de afastamento temporário até que Husni pudesse deliberar sobre a substituição ou manutenção de Carlos Elias no grupo.

A decisão de Alexandre Husni seria irrecorrível e, se realmente Carlos Elias fosse expulso da Comissão Eleitoral, ele ainda deveria ter de se explicar na Comissão de Ética e Disciplina do clube.

Ainda durante a reunião extraordinária da Comissão Elitoral, Carlos Elias apresentou a justificativa de que estava apenas sanando dúvidas de sócios sobre a possibilidade de impugnação da candidatura de Augusto Melo. Em vão.

"Nós recebemos 'prints' de mensagens e apuramos. A Comissão se reuniu, discutiu e aprovou, por unanimidade, essa decisão. A Comissão Eleitoral narra os fatos, delibera e Husni é quem vai decidir", explicou Ivaney Cayres de Souza à Gazeta Esportiva, em contato por telefone, na última quarta-feira, antes dos desdobramentos finais.

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