A cinco meses do fim da gestão Duilio Monteiro Alves, a diretoria do Corinthians comemora internamente, neste momento, ter alcançado um valor de patrocínio de camisa que considera compatível com as expectativas e com o que o mercado esportivo pode oferecer em 2023.
No mês passado, o clube ampliou o seu acordo com a Pixbet, empresa de apostas esportivas que passou a estampar também as costas da camisa do time masculino. No acordo anterior, a exibição da marca era apenas na omoplata. O contrato é válido até dezembro deste ano.
Com a ampliação nos valores, o Corinthians diz ter alcançado o valor de R$ 116 milhões de receitas só com patrocínio de camisa.
Em relação ao início da gestão (janeiro de 2021), que começou num período afetado pelos efeitos da pandemia de 2020, o clube comemora o salto de receitas com camisa. No fim da gestão Andrés Sanchez, a camisa tinha um valor de R$ 63 milhões (R$ 76,4 milhões em valores corrigidos pelo IPCA). O crescimento é de 52% nas receitas em três anos.
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Imagens do vestiário do Corinthians — Foto: Hugo Rodrigues/Ag. Corinthians
Atualmente, o time profissional masculino do Corinthians tem oito patrocinadores e um espaço vago: a barra frontal da camisa, que hoje divulga o programa Fiel.
A mudança nas receitas é comemorada pelo superintendente de marketing, comunicação e inovação José Colagrossi. Na visão dele, ainda há margem para mais recursos nos próximos meses:
– Um clube do tamanho do nosso não pode estar abaixo de outros grandes clubes brasileiros em termos de valorização das propriedades de uniforme. Hoje, mesmo tendo uma propriedade estrategicamente ainda em uso interno pelo clube, na barra frontal (FIEL), já aumentamos o valor do uniforme masculino e chegamos, finalmente, ao patamar de valor que merecemos estar. Acredito que quando assinarmos essa propriedade, após o lançamento do Novo Fiel, a camisa do Corinthians alcançará um patamar ainda mais elevado – projetou.
Em busca de bons acordos, o Corinthians viveu problemas no ano de 2022, quando ficou sem receber da Taunsa e teve de buscar a Justiça para cobrar R$ 25,7 milhões - o caso ainda está em tramitação, e a empresa alegra quebra de sigilo para tentar não pagar os valores devidos.
Sem a marca da Taunsa, o Timão usou a propriedade para divulgar o aplicativo "Universo SCCP". O que, segundo contas do clube, criou uma base de 900 mil usuários ativos em seu sistema.
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