2/8/2023 04:31

Luxemburgo cita conversa e diz que Corinthians "não teve como evitar" saída de Róger Guedes

Técnico diz que teve papo com atacante, liberado para fazer exames no Al-Rayyan, do Catar, e afirma ter tempo para pensar em como montar o time: "Competitivo com ou sem ele"

Luxemburgo cita conversa e diz que Corinthians
Marcos Ribolli

A primeira pergunta ao técnico Vanderlei Luxemburgo após a vitória do Corinthians por 2 a 1 sobre o Newell"s Old Boys, nesta terça-feira, na Neo Química Arena, pela Copa Sul-Americana, foi sobre alguém que não jogou e está de saída: Róger Guedes.

Liberado para viajar para o Catar e fazer exames para assinar com o Al-Rayyan, clube local, Guedes se despediu do Timão nesta terça. Luxemburgo citou uma conversa que teve com o atacante e admitiu que não havia como convencê-lo a ficar no Brasil.

– Sobre o Róger Guedes, ontem (segunda-feira) nós conversamos. Ele saiu ontem, numa conversa que tivemos. Cara... tem coisas que são impossíveis de não deixar acontecer. É só passar para o lado de vocês, tem coisas que pertencem ao nosso meio, não tem como evitar. Ninguém está dentro do processo para saber o que tem que ser feito. É uma coisa do futebol. Ele está liberado para fazer exames, vamos esperar concretizar. Se acontecer, vamos ter que falar da equipe sem o Róger.

– Mas está com a diretoria, vamos deixar passar os exames. A única coisa que foi decidida é que ele não jogaria hoje. Eu tenho uma experiência com isso aí, desagradável, ele estava indo para o Borússia e acabou tendo uma lesão de ligamento. Recentemente, fui criticado por não colocar o Du e o paraguaio (Balbuena). Com uma lesão, quanto o clube teria que pagar? Eu conversei com o clube, que entendeu, nada é feito isoladamente. E esse processo do Róger é do futebol, meio, ambiente e negócio do futebol – explicou Luxemburgo.

Vanderlei Luxemburgo em Corinthians x Newell

Vanderlei Luxemburgo em Corinthians x Newell"s Old Boys — Foto: Marcos Ribolli

Questionado sobre reforços, Luxa disse ter tempo para pensar em soluções. Um dos nomes citados foi o do chileno Alexis Sánchez, que está livre no mercado – a janela internacional de transferências, para jogadores vinculados a algum clube, fechou nesta terça no Brasil.

– Quem falou do Aléxis Sanchez? Ele foi falado externamente, será que foi questionado internamente? Essas coisas são do futebol. Eu tenho que montar a equipe sem o Róger. Vamos falar de uma coisa que aconteceu comigo anos atrás. Quando eu assumi o Santos, foram cinco ou seis jogadores que estavam vendidos e queriam ficar, eu falei: tem que ir embora. E nós fomos campeões brasileiros. Agora eu sou obrigado a pensar numa situação sem o Róger. Depois a gente vai falar disso aí. Tem tempo para pensar (risos) – desconversou.

Nesta terça, já sem Guedes, Luxemburgo escalou o Corinthians com Adson e Biro mais próximos de Yuri Alberto. O técnico começa a pensar em opções dentro do próprio elenco e promete um time competitivo mesmo na ausência do agora ex-camisa 10, artilheiro do Timão na temporada.

– Não tem nada a ver competitividade com nome do jogador. Corinthians é o Corinthians, todo mundo que joga aqui tem que estar preparado para competir e ganhar. Não estamos pedindo licença para ocupar espaço, estamos ocupando espaço com propriedade, qualidade e olhando para frente. (...) Você falar de competitividade porque o Róger saiu? Vamos estar competitivos com o Róger ou sem o Róger, o que as outras equipes vão fazer é um problema delas.

O Corinthians volta a campo no sábado, contra o Internacional, fora de casa, pelo Brasileirão. O duelo de volta contra o Newell"s será na terça que vem.

Veja mais respostas de Luxemburgo:

Gol de Wesley

– Eu já falei para ele que atacante que não faz gol não é atacante. Independente de ser beirada, tem que fazer gols. Ele foi e voltou, tem que agradecer o cacete, vai lá e marca (risos), vai lá e marca porque o couro está comendo dentro de campo. Quando você está colocando a base no time de cima, está abrindo espaço, mas tem uma série de correções que tem que fazer no meio do caminho, não pode execrar.

– É como se fosse um seguimento da família deles na parte comportamental, de bola, junto com o técnico da base. Não adianta eu trazer ele para cá e não falar "você precisa disso, daquilo". E você não pode execrar o jogador se ele comete um erro, falar "acabou". Uma sequência não indo bem deixa marcado. Você põe nos juniores para não queimar a imagem dele, aí bota outro, senão você queima o jogador. Tem que ter paciência.

Confusão no primeiro tempo

– Vamos trabalhar no vestiário. Só que antes desse próximo jogo eu tenho o jogo contra o Inter. Já falei para os jogadores o seguinte: quando tiver competição internacional, tem que entender a peculiaridade de cada país, como eles entendem o jogo de futebol. Quando vai jogar contra equipe argentina, tem que se preocupar em jogar futebol. Se sair para o lado de... eles são artistas, são ótimos para fazer isso, é característica do argentino.

– Nós jogamos muito bem, melhor do que contra o Vasco, porque fomos contundentes. Em dois minutos que ficamos preocupados em discutir, dar porrada, eles fizeram o gol, porque desconcentramos. Eles são inteligentes demais para desconcentrar o adversário e levar o jogo para uma zona de conforto deles. Tem que jogar duro, mas jogar futebol, não deixar entrar na nossa mente. Já comecei a trabalhar isso depois do jogo.



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