Nesta quinta-feira, o grupo Corinthians Mais Forte emitiu nota de repúdio à tentativa de impugnação da candidatura de Augusto Melo à presidência do Corinthians. O motivo do pedido dos membros da situação seria por uma condenação do líder da chapa de oposição por prática de crimes contra a ordem tributária, em 2015.
O comunicado lançado pelos opositores utiliza o termo golpe para denominar a ação planejada pela Renovação e Transparência e baseia suas acusações em documento que contém revelações feitas por Romeu Tuma Júnior, conselheiro e ex-integrante da Comissão Eleitoral do Timão.
"O documento aponta, inclusive, que um conselheiro já teria montado a ação do golpe. Ele aguardaria apenas que o grupo da situação conseguisse formar maioria entre os cinco integrantes da Comissão Eleitoral para formalizar o pedido de impugnação com a certeza de que seria atendido. A ideia é que o candidato da situação seja aclamado e o sócio perca o direito de escolher seu próximo presidente pelo voto. O nome disso todos já sabem: GOLPE!", escreve.
Em forma de defesa a Augusto Melo, a nota publicada afirma que a legitimidade da candidatura do líder da oposição não foi atestada apenas agora.
"Ele já concorreu outras duas vezes exatamente por cumprir todas as exigências previstas no estatuto: em 2017 candidatou-se a vice-presidente e, em 2020, saiu pela primeira vez à presidência, ficando em segundo lugar. E a tal condenação, que tanto tentam alardear e usar como pretexto para o golpe, aconteceu em uma empresa que nem pertencia mais a Melo e foi cumprida por meio de trabalhos sociais com crianças", completa.
Além disso, a oposição retornou à tona a discussão sobre a maneira como será realizada a eleição corintiana, em novembro deste ano. Isso porque o desejo dos opositores é pela utilização de cédulas de papel no processo eleitoral, enquanto a situação tem preferência pela urna eletrônica.
Assim, o comunicado revela que o grupo que preside o clube há 16 anos possui um "plano B" caso não consiga impugnar a candidatura de Augusto Melo. Segundo a oposição, a ideia é "pressionar para que sejam utilizadas no dia da votação urnas eletrônicas piratas, ou seja, de procedência duvidosa".
O grupo da situação do Corinthians terá André Oliveira, popularmente conhecido no Parque São Jorge como André Negão, como candidato na eleição presidencial. Andrés Sanchez, ex-presidente do clube e nome de forte influência política no Timão, deverá ser "apenas" um mentor para a chapa Renovação e Transparência.
Faltando cerca de quatro meses para a eleição, o único candidato confirmado da oposição é Augusto Melo, de 59 anos. O empresário irá se opor ao grupo que preside o clube há 16 anos e atualmente tem Duilio Monteiro Alves como representante. Paulo Garcia é um nome que pode pintar representando uma terceira via, mas ainda não há definição quanto a isso.
O mandato de Duilio termina neste ano e, com isso, um novo presidente do Corinthians será eleito em novembro, para o período de 2024 a 2026.
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