O Corinthians não terá Yuri Alberto no jogo desta quarta-feira, contra o Fluminense, às 21h45, na Neo Química Arena, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. O atacante está suspenso pela expulsão no clássico contra o Santos. Como Vítor Pereira pretende resolver esse problema?
Antes de falar das opções e da análise da comentarista Ana Thaís Matos, a continuidade do atacante a partir de junho do ano que vem (e do próprio técnico após dezembro) ainda é uma incógnita.
Yuri Alberto está emprestado pelo Zenit, da Rússia, até o meio do ano que vem. E o Timão precisa abrir os cofres para comprá-lo. Não há valor fixado, mas o preço deve chegar próximo aos 25 milhões de euros (R$ 132 milhões, na cotação atual).
E se fora de campo a diretoria trabalha para que essa ausência futura não aconteça e tenta viabilizar uma forma de realizar a contratação, em campo o técnico Vítor Pereira perde em eficiência ofensiva, energia, gols e identificação para a partida desta quarta.
Yuri é o vice-artilheiro do elenco, com oito gols, atrás apenas de Róger Guedes, que tem 15. Tem 23 jogos disputados desde sua chegada ao Timão e soma 1.814 minutos em campo. Tem quase uma finalização certa por jogo (12 em 15 partidas). Erradas foram 17, nos mesmos jogos.
Antes da chegada do centroavante, o Corinthians passou por uma crise de identidade na posição. Chegou janeiro sonhando com Cavani e ouviu a diretoria falar até em Diego Costa, mas acabou o primeiro semestre sem ninguém e com Jô de saída.
As opções
Vítor tem algumas opções para a vaga de Yuri. Dentre centroavantes de ofício, estão à disposição o garoto Giovane e o veterano Júnior Moraes, recém-recuperado de lesão.
Ele pode também centralizar o ponta Róger Guedes e colocar Mateus Vital na esquerda. Na direita, é possível que Gustavo Mosquito fique com a vaga, já que Adson está fora por lesão.
O volante Maycon e o meia Giuliano também aparecem como opções possíveis nesse time titular, ao lado de Du Queiroz, Fausto e Renato Augusto no setor. Ramiro corre por fora para ficar com a vaga.
Há ainda a possibilidade mais remota de se mudar o esquema tático e fazer algo parecido com o que fez na final da Copa do Brasil, quando Lucas Piton entrou na ala esquerda, deixando Fábio Santos na linha de zaga. Na ocasião, Róger e Yuri disputaram espaço na frente. Não funcionou bem.
Comentarista opina
A pedido do ge, a comentarista Ana Thaís Matos analisou qual o peso da ausência de Yuri Alberto para o Corinthians e opinou sobre as opções:
– O Corinthians precisa de jogadores na frente que saibam pressionar a linha de defesa de Fernando Diniz, que é por onde ele inicia o controle e a saída de bola. Foi assim, por exemplo, na Copa do Brasil. Lucas Piton não foi bem na partida contra o Flamengo, só que o Fluminense atua diferente, não usa tanto as bolas longas da defesa, como David Luiz faz no Flamengo, mas mais o passe vertical e triangulações. Isso seria uma alternativa, já que não tem Adson também, para deslocar Mosquito para o lado esquerdo.
– Outra alternativa é jogar com quatro homens no meio campo e dois atacantes, sendo Maycon mais aberto pelo lado esquerdo para fechar esse passe e também conduzir a bola quando recuperar. Com Renato e Giuliano por dentro e Fagner como ala com a bola e formando linha de quatro sem a bola, num 3-4-3. Importante é pensar que os jogadores de frente, independente de suas posições de origem, precisam pressionar, inclusive Roger Guedes, mesmo que atue fora de posição.