Gabi Zanotti vive uma temporada de provações. Desde maio, quando sofreu uma grave lesão no tornozelo esquerdo, a camisa 10 do Corinthians tem atuado no sacrifício, com limitações de movimentos. Para superar os problemas físicos, a experiente meia de 37 anos usa a meditação como aliada para cuidar da parte mental.
Em campo, Zanotti segue com uma programação especial de treinamentos nesta Libertadores Feminina. Poupada do jogo contra o Always Ready, a meio-campista não treinou com o grupo na última segunda-feira, mas foi a campo na terça. O tornozelo ainda requer cuidados, ainda mais na véspera de uma partida decisiva.
Nesta quarta-feira, às 19h15 (de Brasília), o Corinthians enfrenta o Olimpia em um confronto direto por uma vaga nas quartas de final do torneio sul-americano. O duelo terá transmissão do sportv 2 com narração de Vinicius Rodrigues e comentários de Fabiola Andrade.
O empate basta para classificar o Timão para a próxima fase, e a presença de Gabi Zanotti entre as titulares ainda é dúvida. A falta de certeza sobre as condições físicas tornou 2022 o ano mais desafiador da carreira da meio-campista corintiana.
– Tem sido a temporada mais difícil da minha carreira. Estou me readaptando, pois o mais difícil sou eu comigo mesma, tentar entender o quanto posso entregar, o quanto posso contribuir – disse a camisa 10 do Corinthians.
– Tenho me adaptado bem, estou com um planejamento diferente desde maio, quando me lesionei. Tem sido meses muito difíceis, acredito que tem dado resultado, como foi no Brasileirão – comentou Zanotti, que vai operar o tornozelo depois do fim da temporada.
Durante a conversa exclusiva com o ge, a meia contou que a meditação se tornou o grande aliado nesta temporada. Desde o crescimento da pandemia de covid, que isolou as pessoas, Gabi se interessou mais sobre esse trabalho mental e o transportou para a rotina de dia a dia no Corinthians.
Nesta Libertadores, auxiliada por sons de aplicativos de streaming de áudio, Gabi Zanotti cuida da saúde mental para poder colaborar ainda mais na campanha do Timão.
– Temos um trabalho com a psicologia do Corinthians, que ajuda bastante. Eu gosto particularmente de fazer mentalização e meditação, isso é importante. Na pandemia, comecei a gostar mais, ver como isso pode ser importante para o atleta. A Libertadores, por exemplo, requer isso – assegurou.
– Não precisamos de um fator externo para buscar uma motivação, às vezes é você consigo mesma, algo que vem de dentro e é isso que tenho tentado fazer. No Brasileirão, eu me direcionava partida a partida, e aqui também. É chato ficar fazendo trabalho separado, mas espero que esse planejamento valha a pena – acrescentou.
Ausência na rodada anterior, Zanotti pelo menos estará no banco de reservas nesta quarta-feira. No que depender da própria avaliação, a referência do meio-campo corintiano está à disposição para ajudar a equipe comandada por Arthur Elias.
– Estou bem, comissão com departamento médico, me sinto 100% para ajudar dentro de campo – encerrou.