A Federação Paulista de Futebol (FPF) divulgou o áudio da conversa entre o árbitro Matheus Delgado Candançan e o VAR, comandado por José Cláudio Rocha Filho, na marcação pênalti para o Palmeiras sobre o Corinthians, ontem, no Allianz Parque. A jogada aconteceu no fim do primeiro tempo, com o zagueiro Gil derrubando meio-campista Danilo dentro da área. O árbitro de campo deixou o lance seguir e foi chamado pelo VAR pouco depois.
O Palmeiras venceu o Corinthians por 2 a 1 na última quinta-feira, chegando à sua terceira vitória seguida em clássicos. Um dos lances que mais repercutiram no Derby foi o pênalti assinalado de Gil em Danilo, aos 29 minutos da primeira etapa. Inicialmente, o árbitro Matheus Delgado Candançan não enxergou a penalidade. Porém, o VAR, sob o comando de José Cláudio Rocha Filho, enxergou ilegalidade na ação do zagueiro alvinegro e chamou o juiz para a revisão.
Inicialmente, Matheus Delgado Candançan apontou que o jogador do Palmeiras foi "na direção do defesor". Após rever o lance, porém, o árbitro mudou de ideia e assinalou a penalidade. A decisão gerou bastante revolta dos corintianos, que logo cercaram o árbitro.
O meia Raphael Veiga foi para a cobrança e colocou os donos da casa em vantagem. No segundo tempo, Roger Guedes, também de pênalti, deixou tudo igual. Danilo, porém, sacramentou a vitória alviverde após aproveitar rebote de Cássio. O Palmeiras chegou aos 29 pontos neste Paulistão e enfrenta o Red Bull Bragantino, domingo, na última rodada da primeira fase do Estadual. O Corinthians, por sua vez, encara o Novorizontino fora de casa.
Confira a conversa entre o árbitro e o VAR:
VAR: Checando possível pênalti.
Árbitro: Vou pedir para segurar aqui. Tem um braço no peito, mas ele vai na direção do defensor. É no peito, não é no rosto.
VAR: Recomendo uma revisão para possível pênalti. Jogador número 4 segura o adversário com os braços no peito e impede sua passagem.
Árbitro: Ele ia passar com essa bola, tá? Vou mudar minha decisão, o jogador abre os braços, impede a passagem. Vou mudar minha decisão para tiro penal, com cartão, por ser um ataque promissor sem disputa
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