O técnico Vítor Pereira reconheceu erros do Corinthians na derrota por 2 a 1 para o Palmeiras, nesta quinta-feira, mas em mais de um momento de sua entrevista coletiva ressaltou o pouco tempo de trabalho que tem à frente da equipe.
No Brasil há cerca de duas semanas, o português comandou o Timão em três jogos, sendo dois deles clássicos – antes do Dérbi, ele já havia perdido para o rival São Paulo e vencido a Ponte Preta.
"Fundamentalmente, foram dois clássicos jogados, um com três dias de trabalho e outro com duas semanas, contra um clube que tem dois anos de trabalho. Eles têm dois anos de trabalho, nós, duas semanas. Não é fácil construir um processo de jogo, não faço milagres, não tenho varinha mágica, não sou mágico", comentou Vítor Pereira, que também apontou uma permissividade do árbitro Matheus Candançan com as faltas do Palmeiras.
"Hoje tivemos um adversário mais forte, mais agressivo do que a Ponte Preta, um árbitro que deixou também que a agressividade estivesse sempre no limite e não conseguimos de fato nos libertar daquela pressão. No segundo tempo tivemos um bocadinho mais de paciência, que foi um erro que cometemos na primeira parte, quando a bola entrava no corredor e queríamos acelerar, entrar nesse corredor, não tivemos a intenção de ligar corredores, tivemos dificuldades por aí e por alguma falta de mobilidade. No segundo tempo já não vi o Palmeiras da mesma forma, conseguimos libertar-nos em alguns momentos, e o que acabou por decidir o jogo foi uma falta que para mim não foi, na entrada da área, e depois acabamos por sofrer o gol nesse escanteio."
Ao analisar a partida, o treinador português pontuou falhas corintianas, sobretudo no aspecto ofensivo:
"Normalmente não sou treinador de arranjar muitas desculpas, sou treinador para analisar a realidade, o que se passou no meu ponto de vista. Então o que aconteceu: tivemos dificuldade em perceber os espaços, por méritos do Palmeiras, que nos pressionou, com muitas pressões individualizadas, no portador da bola. Faltou-nos mobilidade entre os meias, os extremos, e faltou movimentos à profundidade para nos libertar esses espaços. Ou seja: às vezes o espaço estava à profundidade ou necessitava de uma troca posicional para se libertar entrelinhas. Nós tivemos dificuldades", opinou Vítor Pereira, que ainda prosseguiu:
"Faltou-nos também um bocadinho de agressividade sobre os zagueiros deles. Permitimos muitas vezes o passe longo na profundidade, obrigando-nos a correr para trás. Houve uma dificuldade na construção e também, no meu ponto de vista, faltas consecutivas, com excesso de agressividade, que exigiam cartão amarelo. Depois, o Palmeiras não poderia ser tão agressivo. As coisas evoluíram assim, na segunda parte melhoramos, mas depois sofremos o gol de escanteio. Sabíamos perfeitamente daquela entrada onde se passa o gol, na entrada da pequena área, mas não fomos capazes de comunicar e antecipar a ação."
O Corinthians já está classificado para as quartas de final do Paulistão e tem assegurada a liderança do Grupo A. O Timão encerra a participação na primeira fase da competição no domingo, quando encara o Novorizontino, às 16h, fora de casa.
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