Palmeiras e Corinthians vão se enfrentar nesta quinta-feira (17), no Allianz Parque, em jogo adiado da 7ª rodada do Campeonato Paulista de 2022. E mais uma vez o dérbi virá repleto de atrações, que vão desde o inédito confronto entre dois treinadores portugueses no clássico, o primeiro lugar na primeira fase do Paulistão e alguns números históricos no geral e no Allianz Parque.
Pelo Paulistão, o jogo pode garantir o primeiro lugar da classificação geral da primeira fase ao Palmeiras, que precisa do empate para isso. Para o Corinthians, é necessária a vitória no dérbi e na última rodada, contra o já rebaixado Novozontino, além da derrota do Palmeiras para o Red Bull Bragantino no próximo jogo. Só lembrando que quem terminar a primeira fase na liderança tem a vantagem de decidir os confrontos da fase de mata-mata em casa — quartas e semifinal, em jogo único, e a final, que terá dois jogos.
Com vitórias nos dois últimos clássicos (São Paulo e Santos, ambos por 1 x 0), o Palmeiras busca a trinca, algo que não acontece desde 2018, quando venceu os três rivais do estado durante o Brasileirão na sequência (1 x 0 no Corinthians, 2 x 0 no São Paulo e 3 x 2 no Santos). Em sua história, o Palmeiras nunca venceu os três rivais em três jogos seguidos, sem nenhuma outra partida no meio.
No Paulistão 2022, o Palmeiras de Abel Ferreira segue invicto ainda após 10 rodadas e tenta manter essa marca contra o Corinthians. A última vez em que o alviverde conquistou um Paulistão sem derrota foi há 50 anos, em 1972, com 15 vitórias e 7 empates na campanha. No Campeonato Paulista, o Corinthians foi o último campeão invicto, em 2009, com o time de Ronaldo e cia.
O dérbi número 372 será o primeiro na história a contar com o duelo de dois treinadores portugueses: Abel Ferreira, pelo lado palmeirense, e o recém-chegado Vítor Pereira. O técnico do Corinthians, que estreou com derrota no clássico contra o São Paulo (0 x 1), busca sua primeira vitória fora de casa e a primeira num clássico. Em Portugal, os dois nunca se enfrentaram como treinadores. Na história, esse será o primeiro clássico com dois treinadores estrangeiros desde 1966, quando o Corinthians, do argentino Filpo Núñez, venceu o Palmeiras, do paraguaio Fleitas Solich, por 1 x 0 pelo Paulistão.
No Allianz Parque, esse será o 11ª jogo entre as duas equipes. Até aqui, em 10 jogos, a vantagem é do Corinthians, com 4 vitórias, 3 empates e 3 derrotas. Porém, a última delas foi em 2019. Nos últimos três encontros lá, foram dois empates por 1 x 1 (Paulistão de 2020 e Brasileirão de 2021) e uma goleada do Verdão (4 x 0 pelo Brasileirão de 2020, mas disputado no início de 2021). Com uma vitória nesta quinta, o Palmeiras poderá igualar o retrospecto no estádio.
No retrospecto geral, em 371 clássicos disputados desde 1917, o equilíbrio prevalece, mas com uma pequena vantagem palmeirense, que tem 130 vitórias contra 129 do Corinthians, além de 112 empates. Em 2021, o Corinthians foi ultrapassado nesse confronto histórico depois de ficar 7 jogos sem ganhar do Palmeiras. No último encontro entre eles, no dia 25 de setembro de 2021, na Neo Química Arena, o Corinthians quebrou esse jejum com uma vitória por 2 x 1, com dois gols de Róger Guedes, o último aos 39 do segundo tempo.
Se vencer o Palmeiras nesta quarta, o Corinthians volta a deixar o confronto histórico empatado (130 vitórias para cada lado). Isso sem contar os jogos que o Palmeiras considera pelo Torneio Início, não disputados com o tempo regulamentar de 90 minutos.
O dérbi desta quarta-feira será interessante também pelo duelo entre o ataque do Corinthians, que tem funcionado melhor nesse Paulistão, e a incrível defesa do Palmeiras, que sofreu apenas um gol em 10 jogos. Nos números ofensivos, segundo o SofaScore, o Corinthians tem até aqui 3 gols a mais (17 a 14), mais finalizações certas a gol (5,2 a 3,7), mais passes certos por jogo em média (539,7 a 364,4) e mais posse de bola em média (65% a 56%). Pelo lado defensivo, o Palmeiras levou menos gols (1 a 7), sofreu menos finalizações em média (6,6 a 9,5 por jogo), desarmou mais (13,5 a 11,5 por jogo) e recuperou mais bolas (49,1 a 44,3).
Se mantiverem o aproveitamento desses números, a tendência é que o Corinthians fique mais com a bola no clássico, tenha mais posse de bola e até finalize mais que o Palmeiras, que até gosta de jogar mais atrás, de modo reativo, com times mais qualificados tecnicamente. Mas como estamos falando de um dérbi, provavelmente com casa cheia e ainda mais com mando do Palmeiras, tudo é possível. A expectativa, porém, é de um grande jogo, com dois ótimos elencos, devendo, inclusive, ser a prévia da final desse próprio Paulistão.
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