Durante a procura do Corinthians por um novo técnico, em nenhum momento treinadores brasileiros foram especulados para o cargo. Mesmo assim, a diretoria do Timão entende que o mais importante é a capacidade de cada um, e não necessariamente sua nacionalidade. O português Vítor Pereira, por exemplo, despertou uma boa sensação na cúpula alvinegra, "alguma coisa de diferente". Essas informações foram reveladas pelo diretor de futebol do clube, Roberto de Andrade, em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva.
"Não vejo problema nenhum nos treinadores do Brasil, nada contra ninguém. Se você for olhar hoje os treinadores disponíveis no mercado, alguns já trabalharam aqui, a gente conhece, pode gostar ou não, cada um faz uma análise. Foi isso, não é que a gente não pensa em treinador brasileiro, você faz comparações, independentemente da nacionalidade. Pode ser português, alemão, brasileiro...", disse.
O dirigente alvinegro exaltou o português Vítor Pereira, que veio cercado de muita expectativa. "Mas o fato é que a gente acaba enxergando em um treinador estrangeiro, no caso o Vítor Pereira, alguma coisa de diferente, que nos tocou, com o trabalho, metodologia, a forma de jogar, que nos trouxe bastante esperança de ter um time vencedor", complementou.
Para Roberto, o público costuma ter mais paciência com treinadores estrangeiros em relação aos brasileiros. O dirigente citou Jorge Jesus como exemplo e argumentou que muitas vezes os técnicos daqui já "chegam com desgaste". "Você vai analisar a capacidade individual de cada um e você faz análise, os que já passaram por aqui a gente já sabe como são e acho, na minha opinião, os treinadores estrangeiros, o que a gente está vendo no Brasil, as pessoas têm um pouco mais de paciência, vamos dizer assim, um entendimento bem parecido com o que a gente viu no Rio de Janeiro. Se a gente for lembrar, o Jorge Jesus também passou apertado lá, quase não se classificou para a Libertadores. A paciência é um pouco maior se trouxer um treinador estrangeiro.
O (técnico) brasileiro todo mundo já conhece o currículo dele, já vem com o desgaste. Mas o mais importante de tudo é o currículo pessoal de cada um e a competência. No Brasil tem treinadores competentíssimos, não tenho problema nenhum em relação a isso, mas também vale a pena experimentar o novo. Não há problema nenhum em treinamento diferente, metodologia diferente, que a gente tem visto todos os dias, isso acho legal", finalizou.