O técnico Vítor Pereira apontou a forte chuva que precedeu — e atrasou — o Majestoso e ao gol relâmpago do São Paulo como os principais motivos para a derrota do Corinthians no clássico desse sábado (5), vencido pelos são-paulinos por 1 a 0, no Morumbi.
"Em primeiro lugar, acho que o gol inicial e a chuva condicionaram o jogo. O campo ficou muito pesado e dificultou a situação. O que tínhamos feito no aquecimento se quebrou com a espera para a luz voltar. E houve essa desconcentração. O São Paulo já conseguiu entrar no jogo, e demoramos a reagir. Quando reagimos, já tínhamos concedido o primeiro gol. O gol, depois do terreno ficar pesado, condicionou o jogo do ponto de vista tático", afirmou o português na entrevista coletiva após a derrota.
Para o novo treinador corintiano, porém, houve pontos positivos no desempenho do elenco alvinegro, sobretudo nos 30 minutos iniciais, após o tento anotado por Calleri, aos 50 segundos da partida.
"Começamos a circular a bola com mais qualidade, encontrar espaços, houve períodos com combinações interessantes. E o São Paulo mais confortável por estar em vantagem, com a possibilidade de defender mais baixo e contra-atacar", analisou Pereira, e prosseguiu:
"Já vi a intenção nos 30 minutos pós-gol de ter a bola, pressionar. É preciso nesse aspecto um bom posicionamento na chegada na área, e temos que prolongar isso por 90 minutos e não só 30."
Com suas alterações na segunda etapa, jogando o lateral Bruno Melo para uma linha defensiva de três jogadores, e abrindo Willian e Gustavo Silva pelo lado esquerdo e direito, respectivamente, o português explicou que a intenção era deixar seu time mais ofensivo.
"Busquei soluções que até aí não encontrmos, em busca de espaços. Passamos o Róger para dentro, mais perto do Jô, para ter presença mais forte na área. O Cantillo porque o Du correu muito, e tem capacidade de variar o jogo, e precisávamos disso naquele momento, mas não resultou como eu previ. Ele não conseguiu se libertar da marcação. O Bruno Melo foi para refrescar o lado esquerdo e ter mais um jogador forte no jogo aéreo", comentou Pereira.
Segundo o técnico, a principal intenção com as alterações foi abrir Gustavo Silva à direita e Willian à esquerda, a fim de conseguir movimentos de desequilíbrio na defesa adversária, além de aproximar Róger Guedes de Jô e aumentar o poderio ofensivo na área adversária.
"A intenção é como ponto de partida ter largura total do jogo. Se quero encontrar espaços tenho que provocar o adversário e abrir completamente", disse o treinador.
Líderes do Grupo A, com 17 pontos, os alvinegros voltam a campo contra a Ponte Preta, no próximo sábado (12), às 18h30 (horário de Brasília), na Neo Química Arena.
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