Ronaldo Fenômeno chegou ao Corinthians no fim de 2008 já bastante consagrado, mas com a competitividade praticamente intacta. Uma das formas que o craque usava para se motivar e também incentivar os companheiros de equipe era por meio de desafios valendo dinheiro durante os treinos.
“Ronaldo ama, até hoje, aposta. Eu lembro que ele apostava muito pênalti com o [goleiro] Júlio César [atualmente no Red Bull Bragantino]. E ele pega pênalti demais. Eu lembro que eles ficavam apostando, eram três pênaltis, o Júlio tinha que pegar um. Se ele pegasse um, ele pagava R$ 50 ou R$ 100. Se o Ronaldo fizesse os três, o Júlio tinha que pagar R$ 100. Eu lembro que uma vez o Júlio fez mais de R$ 2 mil", disse Lulinha, ao ESPN.com.br.
O meia atacante não esquece o dia em que ficou sabendo que seria colega de equipe do centroavante no Corinthians, que havia acabado de conseguir o acesso para a Série A do Campeonato Brasileiro.
"É incrível. Você é sempre fã de uma pessoa e, passa um tempo, você nota que vai ver essa pessoa todos os dias. Treinando com ele, almoçando, tomando café. É algo surreal, hoje olho para trás e penso que poderia ter aproveitado mais. Eu lembro quando saiu a notícia de que ele estava acertado, liguei para o meu pai, que é fanático pelo Ronaldo, e contei a notícia. A gente ficou sem acreditar", contou.
Ao contrário do que poderia se esperar de um grande astro do futebol mundial, o primeiro contato do jovem com o centroavante foi muito simples.
"Eu lembro no primeiro dia de treino, todo mundo na expectativa. Eu lembro que ele chegou e falou: ‘Prazer, Ronaldo’. Pô, tá de brincadeira com a minha cara, como ele fala isso? Eu que tenho que falar: ‘Prazer, Lulinha, vê se lembra meu nome no treino, para passar a bola para mim’. Um cara humilde demais, por tantas conquistas, histórias, tratava todo mundo igual. É algo que vou levar para a minha vida”, afirmou.