Para atrair mais parceiros comerciais e, consequentemente, arrecadar mais dinheiro em 2022, o Corinthians entende que é necessário melhorar sua reputação no mercado, abalada num passado recente por cobranças judicias e alguns escândalos midiáticos. Nesse sentido, o presidente do clube, Duílio Monteiro Alves, promete cumprir uma antiga promessa de diferentes gestões alvinegras: dar mais transparência ao Timão.
Para isso, será lançado no ano que vem um site com informações financeiras detalhadas, além de procedimentos internos e informações relevantes aos sócios e a agentes do mercado.
Atualmente, o site do Corinthians já conta com uma página de transparência, mas ele tem menos informações do que o clube entende serem necessárias.
Essa é uma das etapas do programa de "compliance" (termo em inglês que significa conformidade) que vem sendo implementado no clube.
O "compliance" visa criar um código de conduta e estabelecer processos internos, que minimizem riscos ao Corinthians e ajude a prestar contas aos torcedores e parceiros.
Para implementar esse projeto, o Timão contratou o escritório Gelson Ferrareze Sociedade de Advogados, que trabalha em parceria com conselheiros do clube, como Celso Campello, Antônio Craveiro, Carlos Miguel e Leandro Cano.
Os últimos contratos assinados pelo Corinthians, como o do volante Paulinho e o do patrocínio da Taunsa, já passaram pelo crivo dessa área, que fica subordinada ao departamento jurídico. Segundo relatos, há dificuldade da mudança da cultura interna, mas houve avanços neste primeiro ano.
Este trabalho caminha em paralelo com o saneamento financeiro do clube. O Timão deve fechar o ano praticamente no zero a zero, com um pequeno superávit, encerrando uma sequência de quatro temporadas de prejuízo. Porém, a dívida segue em patamar elevado, próximo de R$ 1 bilhão.
O orçamento corintiano para o ano que vem, que foi elaborado pelo departamento financeiro do clube com auxílio da empresa de consultoria Falconi, apresenta superávit de R$ 10 milhões. Para isso, o Timão conta com aumento de 18% das receitas, turbinadas principalmente pelo retorno do público aos estádios e pela maior arrecadação com patrocínios.
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