Dez jogadores que subiram recentemente das categorias de base do Corinthians tiveram a chance de atuar por mais de dez partidas na temporada 2021, que marcou uma reconfiguração do elenco alvinegro, passando muito pela utilização da base.
Algumas das peças ainda vão conquistando o próprio espaço, enquanto outras, como o zagueiro João Victor, já se afirmam entre os principais jogadores do elenco.
Dessa maneira, o projeto da diretoria segue de pé: mesclar a qualidade dos veteranos, como Renato Augusto e Paulinho, com a utilização desses garotos para compor o elenco em 2022. Abaixo, o ge traz um comparativo sobre os mais usados ao longo de 2021.
Os mais usados
João Victor (zagueiro) - 47 jogos - 4.567 minutos
Roni (volante) - 34 jogos - 1.932 minutos - 3 gols
Gabriel Pereira (meia-atacante) - 32 jogos - 1.744 minutos - 2 gols
O ano foi de afirmação para João Victor. Se começou a temporada com Vagner Mancini, técnico que já o conhecia desde o tempo de empréstimo ao Atlético-GO, terminou com a confiança total de Sylvinho. Hoje, é titular absoluto da zaga ao lado de Gil e não deve "vender fácil" a posição em 2022, mesmo que o clube contrate outro jogador de nível de titular para o elenco. Foi, disparado, o grande destaque.
Logo atrás aparece Roni, volante que não chegou a ter um longo período como titular, pois sofreu com lesão, mas, mesmo assim, atuou por 34 partidas e se manteve como opção relevante no banco de reservas corintiano.
Gabriel Pereira fecha o trio de destaques. O jovem chegou a ficar encostado com Vagner Mancini depois de ser usado em alguns jogos e demorou a engrenar com Sylvinho. Acabou se aproveitando de uma lesão de Adson para roubar a titularidade e desbancar até mesmo Gustavo Mosquito.
Caras novas (ou nem tanto...)
Vitinho (meia) - 29 jogos - 1.152 minutos - 1 gol
Adson (meia-atacante) - 23 jogos - 864 minutos - 3 gols
Lucas Piton (lateral-esquerdo) - 21 jogos - 1.753 minutos - 1 gol
Xavier (volante) - 21 jogos - 657 minutos
Vitinho aparece na liderança desse segundo bloco. Com contrato renovado até 2024, o meia acabou conquistando a confiança da comissão técnica para ser usado com frequência. Chegou a emplacar uma sequência de seis jogos como titular, mas acabou ficando para trás com a concorrência. É meia-armador, mas chegou a ser escalado pela ala esquerda.
Adson aparece logo atrás, com 23 jogos, e uma incógnita na cabeça do torcedor corintiano: o jovem meia-atacante, de perfil franzino, vinha em ótimo crescimento no time titular até sofrer uma entrada de Thiago Heleno em jogo contra o Athletico-PR e sofrer para se recuperar. Desde então, não conseguiu mais mostrar o mesmo futebol e ficou para trás nas escolhas de Sylvinho.
Os velhos conhecidos da torcida, Lucas Piton e Xavier, vêm logo atrás, com 21 jogos cada. O lateral-esquerdo ocupa o posto de reserva de Fábio Santos e joga apenas nas ausências do veterano por desgaste físico ou suspensão.
Já o volante é praticamente um xodó da torcida, que esperava mais minutos dele em campo, atuando como um primeiro volante. Na visão de Sylvinho, ainda não tem qualidades suficientes que o coloquem como a principal peça do setor e, por isso, é apenas opção no banco atrás de Gabriel e Cantillo.
Boas surpresas
Du Queiroz - 15 jogos - 988 minutos
Cauê - 14 jogos - 679 minutos - 2 gols
Raul Gustavo - 13 jogos - 1.247 minutos - 2 gols
O último bloco dos jogadores de base com mais de dez partidas é liderado pela grande surpresa dos últimos meses: o volante Du Queiroz, com 15 partidas disputadas. Maduro, surgiu jogando na lateral direita na ausência de Fagner e convenceu.
Embora tenha feito apenas 988 minutos em campo, tem o respaldo da comissão técnica para seguir evoluindo e é visto como um jovem pronto para ser titular. Além de ser o reserva imediato do veterano na ala, é boa opção pelo meio-campo, seja de primeiro ou segundo volante e até mais avançado.
O centroavante Cauê vem logo atrás, com 14 partidas. Não atuou sob o comando de Sylvinho, ficando restrito ao período de Vagner Mancini no clube. Acabou retornando ao sub-20 depois de atuações não tão convincentes como centroavante da equipe. O clube via no jogador a necessidade de maturar antes de voltar a ser usado no profissional.
O zagueiro Raul Gustavo fecha a lista, com 13 partidas. Chegou a ser titular ao longo da temporada, inclusive no começo da trajetória de Sylvinho no clube, mas perdeu espaço após falha e viu João Victor e Gil tomarem conta da posição. Mesmo assim, é opção imediata a ambos no banco de reservas.
Não engrenaram...
Marquinhos (atacante) - 10 jogos
Rodrigo Varanda (atacante) - 10 jogos - 1 gol
Felipe Augusto (atacante) - 5 jogos
Matheus Donelli (goleiro) - 5 jogos
Antony (atacante) - 3 jogos
Gustavo Mantuan (meia-atacante) - 3 jogos
Léo Santos (zagueiro) - 3 jogos
Luis Mandaca (volante) - 3 jogos - 1 gol
Matheus Araújo (meia) - 1 jogo
Outros nove jogadores fecham a listagem da base usada no profissional, mas poucos estão nos planos para 2022. Nos mencionados acima, destacam-se apenas o goleiro Matheus Donelli, hoje reserva imediato de Cássio, e o meia Gustavo Mantuan. Ambos estarão no grupo de Sylvinho para a próxima temporada.
A decepção fica na conta de Marquinhos, atacante que estava emprestado ao Sport até o meio do ano, quando Sylvinho solicitou seu retorno. Foram dez partidas e nenhuma atuação convincente a ponto de chegar a brigar, de fato, por posição. Terminou o ano encostado no elenco.
Rodrigo Varanda, também com dez jogos disputados, foi outro que decepcionou. Chegou a ser titular com Vagner Mancini, mas não emplacou no clube e acabou "sumindo". Acabou emprestado ao São Bernardo após negociação frustrada com o Red Bull Bragantino.
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