A final do Paulista feminino —Corinthians 3 x 1 São Paulo— bateu recorde de audiência nos streamings da FPF (Federação Paulista de Futebol). Foram 130 mil pessoas assistindo simultaneamente no YouTube, no Paulistão Play e Eleven. No total, somaram 1 milhão de views. E agora a competição terá casa nova acompanhando a competição masculina, isto, é Record, HBO Max e YouTube.
Até agora, os direitos do Paulista feminino não estavam vinculados ao campeonato dos homens. A Globo negociou um acordo à parte para transmitir as semifinais e finais da competição no SporTV. O restante dos jogos foi transmitido no streaming.
Os jogos finais mostram um interesse do público na competição. No YouTube, eram registrados 747 mil de views. Somados ao Paulistão Play e à plataforma Eleven, atingiu mais de 1 milhão. É um recorde no streaming da FPF que já passou jogos da Copinha e das divisões de acesso da competição masculina.
Como esse interesse é recente, o Paulista Feminino ainda não banca todas suas despesas, necessitando de subvenção da federação. Os clubes recebem uma cota, e o campeão fica com R$ 90 mil. Ainda é necessário, portanto, que o masculino gere renda para as mulheres.
Em 2022, o contrato do Paulista Feminino está atrelado aos direitos do Masculino. Por isso, serão transmitidos no YouTube, que já passou as finais de 2021, HBO Max e Record. Os acordos preveem uma verba separada para o feminino.
É um cenário comum. A Fifa, por exemplo, atrela o contrato da Copa do Mundo Feminina ao da Masculina. Na última edição, a audiência foi boa e a Globo transmitiu os jogos em TV Aberta.
A grande questão no Paulista é atrair patrocinadores, o que ainda não ocorre em peso. O aumento do interesse no produto ainda não veio acompanhado de investidores nas competições.
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